Jornal do Brasil

Domingo, 25 de Setembro de 2016

Rio

Rio lidera ranking de cidades mais inteligentes do Brasil

São Paulo é 2º lugar no Ranking Connected Smart Cities

Portal Terra

O conceito de Cidades Inteligentes tem como base o aproveitamento das tecnologias para ajudar a solucionar os problemas dos grandes centros urbanos. Na próxima segunda-feira, a consultoria Urban Systems premiará em São Paulo as cidades brasileiras mais bem colocadas no Ranking Connected Smart Cities (Ranking Geral de Cidades Inteligentes e Conectadas), que avaliou cerca de 700 municípios para apontar os 50 mais desenvolvidos nesse sentido.

O Rio de Janeiro (RJ) conquistou a primeira colocação, com 29,9 pontos de um total de 63, classificando-se como a cidade brasileira mais inteligente e conectada. Além disso, a cidade faturou a primeira posição nas categorias Tecnologia e Inovação e Economia.

“O desenvolvimento urbano na cidade do Rio de Janeiro é uma realidade que salta aos olhos, com grandes projetos e investimentos focados no princípio do espaço público útil, democrático, acolhedor e seguro. Partindo dessa premissa, avançamos no conceito de cidade integrada, valorizando bairros que antes se encontravam fora do eixo mais turístico do Rio e, principalmente, conectando-os a outras regiões e aos próprios cariocas. Além de chancelar nossas decisões e mostrar que estamos no caminho certo, o Ranking é um estímulo à busca de novas soluções e aprimoramento das existentes”, ressalta o secretário de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira.

São Paulo: mobilidade integrada 

Inédito, o Ranking tem como objetivo identificar fatores relevantes para o crescimento sustentável dos municípios e apontar as cidades brasileiras com maior potencial de desenvolvimento

Com população de aproximadamente 12 milhões de habitantes, a segunda colocada no Ranking Geral foi a cidade de São Paulo (SP), com 29,36 pontos. A metrópole também liderou no segmento de mobilidade, que considerou aspectos como transporte urbano (indicadores de transporte coletivo, idade da frota e meios de transporte público de massa), acessibilidade (rampas de acesso para cadeirantes e ciclovias) e conectividade (do município a outros, nos modelos intermunicipal rodoviário e aéreo).

Segundo o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, o conceito de cidade está em gradual transformação para os moradores. “Para avançar nessa questão foi preciso reconhecer que São Paulo sofreu, ao longo das décadas, uma privatização de seus espaços, que gerou um impacto muito negativo na vida urbana. A cidade, que deveria ser um lugar de encontro, passou a ser um espaço de isolamento. Nesse sentido, a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico, em 2014, foi fundamental para iniciar um processo de transformação mais profunda. Ele orienta o desenvolvimento da cidade nos próximos 15 anos e prevê a revisão da Lei de Zoneamento”, diz Haddad, que também enfatiza que outra prioridade do Plano Diretor é retomar o equilíbrio entre habitação, mobilidade e emprego.

Belo Horizonte: meio ambiente 

Reconhecida como uma cidade que possui parte de seus sistemas integrados, a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, faturou a terceira colocação no ranking geral.

Somando pontuação de 28,91, a capital mineira classificou-se como a melhor opção no segmento de meio ambiente. O prefeito do município, Marcio Lacerda, acredita que, nos últimos anos, Belo Horizonte tem sido protagonista de ações e políticas públicas que contemplam áreas estratégicas para um crescimento sustentável e para melhorias significativas da qualidade de vida. “São investimentos em áreas como saúde, mobilidade, educação, meio ambiente, tecnologia e urbanismo. E tudo o que tem sido feito tem como base o Planejamento Estratégico BH 2030, elaborado em 2009 e que vem sendo permanentemente aperfeiçoado. Trata-se de um conjunto de seis grandes objetivos estratégicos que a cidade está perseguindo em direção ao futuro desejado por todos os seus moradores”, pontua.

Ainda no Ranking Geral de Cidades Inteligentes e Conectadas, a melhor colocada na faixa populacional de 100 a 500 mil habitantes foi São Caetano do Sul (SP), que também alcançou o primeiro lugar no segmento Segurança. Na categoria com até 100 mil habitantes, Nova Lima (MG) foi a campeã.

Outras áreas 

Além do Ranking Geral, a pesquisa inédita contemplou outras subdivisões como urbanismo, energia, saúde, educação, empreendedorismo e governança. O segmento urbanismo contemplou quesitos como leis sobre zoneamento ou uso e ocupação do solo, operação urbana consorciada, código de obras, vias pavimentadas, entre outras. A cidade de Maringá (PR) foi a ganhadora da categoria, seguida por Ribeirão Preto e São José dos Campos (SP).

Em energia foram avaliadas perdas sobre a energia injetada, domicílios com energia de fonte diferente de distribuidoras, produção de energia em usinas de energia eólica, produção de energia em usinas de UFV em operação e iluminação pública. Atendendo esses requisitos, Pirassununga, no interior paulista, ganhou a melhor colocação, seguida de Quirinópolis (GO) e Tauá (CE). Na categoria saúde, a cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, foi a melhor colocada nos indicadores de leitos por habitante e por internação, índice de desempenho do SUS, médicos por habitantes, cobertura populacional da Equipe de Saúde da Família e número de concluintes do setor de saúde.

Florianópolis, em Santa Catarina, ficou com a primeira colocação no indicador educação, que entre vários índices aferiu a oferta e a qualidade nos diferentes níveis, de profissionais com nível de educação superior. Já na categoria empreendedorismo, o ranking considerou informações como apoio ao desenvolvimento de empresas e negócios, através de pólos tecnológicos, incubadoras de empresas e Sebrae, sendo a vencedora a cidade de Brasília (DF). O melhor resultado em governança ficou para Curitiba, no Paraná, e considerou o desenvolvimento econômico e o cuidado e zelo social e ambiental.

Inédito, o Ranking tem como objetivo identificar fatores relevantes para o crescimento sustentável dos municípios e apontar as cidades brasileiras com maior potencial de desenvolvimento. A pesquisa mapeou cerca de 700 cidades para poder classificar as 50 mais desenvolvidas em um ranking geral, além de duas subdivisões: a primeira por faixa populacional - até 100 mil habitantes, de 100 mil a 500 mil e acima de 500 mil habitantes - e, a segunda subdivisão, por segmento, que apontou as cinco melhores nos quesitos mobilidade, urbanismo, economia, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, saúde, segurança, educação, governança e empreendedorismo.

Novas maneiras 

O presidente da Urban Systems, Thomaz Assumpção, acredita que o projeto poderá despertar no poder público e iniciativa privada novas maneiras de perceber as cidades brasileiras. “É preciso que representantes tenham consciência dos investimentos e aprimoramentos que devem ser realizados nas diversas áreas mapeadas”. A diretora da Sator, Paula Faria, corrobora o fato de que o Ranking é um importante indicador e ressalta a importância do seminário para a difusão de ideias. “Ao propor soluções, expor cases de sucesso e discutir caminhos inteligentes, o Connected Smart Cities incentiva o desenvolvimento urbano”, pontua.

O Ranking Connected Smart Cities completo será anunciado na segunda-feira, a partir das 10h30, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, 513, Casa Verde, zona norte de São Paulo.

Tags: BH, Cidades, inteligência, país, ranking, Rio, SP

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