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Museu Nacional do Rio fecha as portas por falta de funcionários

Não houve repasse de verbas das áreas de vigilância e limpeza, segundo a UFRJ

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O Museu Nacional do Rio de Janeiro está fechado por tempo indeterminado, segundo informações divulgadas no site da instituição, nesta segunda-feira (12). O Museu, que completa 200 anos em 2018, fechou as portas por falta de funcionários e problemas com os serviços de vigilância e limpeza. Ainda segundo a Instituição, as atividades administrativas e de ensino e pesquisa não serão paralisadas.

De acordo com as informações divulgadas pela assessoria de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, houve atraso nos repasses do governo federal e os serviços tiveram que ser interrompidos. Segundo a nota da UFRJ, o Ministério da Educação (MEC) sinalizou a liberação de recursos em dois dias.

A UFRJ afirmou em nota que aguarda a normalização do Sistema Integrado de Financeiro do Tesouro Nacional (Siafi) para quitar os pagamentos em atraso: "No momento, o Siafi está incorporando as mudanças adotadas pelo Governo Federal neste início de Exercício 2015. Como amplamente noticiado pela imprensa, os recursos orçamentários alocados pelo Governo Federal serão liberados na forma de 1/18 (um dezoito avos) do orçamento anual pleno, até que o Congresso Nacional aprove o Orçamento Geral da União para o exercício 2015 (previsão: março/2015). Além disso, os pagamentos em atraso só poderão ser feitos agora, pois uma parte substantiva do orçamento do ano passado, cerca de 20% do orçamento total de custeio da UFRJ, correspondentes a quase R$60 milhões, foram contingenciados e não foram liberados pelo MEC".

O Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil e maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado por D. João VI, em 6 de junho de 1818, inicialmente sediado no Campo de Santana, no Centro do Rio, foi local da promoção do progresso cultural e econômico do país e era chamado de Museu Real.

Em 1892  passou a ser conhecido como Museu Nacional, localizado no interior do Parque da Quinta da Boa Vista, no palácio que foi residência da família real portuguesa, de 1808 a 1821, e depois da família imperial brasileira, entre 1822 e 1889. Em 1946 foi incorporado à  gestão da UFRJ.