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Cabral diz que ataque à UPP foi terrorismo e nega mudança na segurança

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O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, classificou de ação terrorista o ataque de traficantes armados à UPP do Complexo do Alemão, que matou a PM Fabiana Aparecida de Souza. Ele garantiu que não haverá alteração na política de segurança pública do Rio de Janeiro.

"Não haverá descontrole ou mudança de rota. Essa vida não foi em vão. Vamos continuar na mesma linha de garantia da paz. Essa é uma ação terrorista de um grupo perigoso, que está se diluindo, acabando", afirmou, após participar de almoço com empresários na Royal Society of Arts, em Londres.

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Cabral argumentou que hoje em dia os policiais podem circular livremente pelo Complexo do Alemão, ao comparar a atual situação do complexo de favelas da zona norte do Rio com o passado recente. Ele garantiu que o Estado tem o controle total da região.

"Há três anos era o inverso, um policial não podia andar por uma favela do Complexo. Foi um espasmo de alguns marginais. O território é nosso", observou.

O ataque

De acordo com a assessoria das UPPs, criminosos atiraram contra a fachada do prédio da unidade de Nova Brasília. A vítima foi atingida por uma bala que atravessou seu colete. Em quatro anos de operações, esta é a primeira vez que um membro das UPPs é morto por bandidos.

A agente chegou a ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos. Em outro ataque, os bandidos atingiram a tiros um contêiner que serve de apoio à base da UPP. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) está no local reforçando o policiamento em busca dos criminosos.