Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Rio

Julgamento de suspeitos de integrar maior milícia do Rio prossegue hoje

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A juíza Elizabeth Machado Louro, do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma nesta quarta-feira o julgamento de quatro acusados de integrar uma das maiores milícias da Zona Oeste da cidade.

Os irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, o Jerominho; o filho dele, Luciano Guinâncio Guimarães; e Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, são suspeitos de chefiar a milícia conhecida como Liga da Justiça, que atuaria na Zona Oeste do Rio. Eles respondem por tentativa de homicídio do despachante de Kombi Marcelo Eduardo dos Santos Lopes. 

Nesta terça-feira, três testemunhas envolvidas no caso foram ouvidas pela juíza. A defesa dos irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, acusados de chefiar a milícia, pediu mais uma vez adiamento do julgamento, mas Elizabeth Machado Louro negou o pedido.

"Não vejo razão por que novamente adiar o ato, agora com a sessão aberta e após dispendiosos gastos do Estado, minuciosas providências e sem qualquer ordem das cortes superioras", afirmou a magistrada que, no entanto, suspendeu a sessão por uma hora para almoço. O julgamento de Natalino, ex-deputado estadual, de Jerominho, ex-vereador, de Luciano Guimarães, filho de Jerônimo, e de Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, já havia começado com quatro horas de atraso.

A defesa também pediu que os réus fossem liberados do uso de algemas, mas a magistrada não aceitou. "Os acusados estão em regime especial de prisão e há necessidade de rigoroso protocolo de segurança", afirmou.

Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, também é acusado do crime, mas sua defesa conseguiu desmembrar o processo e ele será julgado de forma separada. Segundo a promotoria, o ataque teria sido cometido por ele, Luciano e Leandrinho Quebra-Ossos a mando dos dois irmãos.

O julgamento deveria ter acontecido em outubro, mas a ausência do secretário municipal de assistência social, Rodrigo Bethlem, testemunha do caso, causou o adiamento.

O crime ocorreu no dia 15 de junho de 2005 durante uma carreata em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. A milícia tentava, segundo denúncia da promotoria, tomar o controle da linha de van Jardim Maravilha-Campo Grande, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto. Marcelo conseguiu escapar do atentado sem ferimentos.

Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Batman e Quebra-Ossos foram condenados pela 42ª Vara Criminal da capital pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de nove a dez anos de prisão. Os réus estão presos desde então na penitenciária de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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