A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reforçou seu esquema de segurança na manhã desta terça-feira. Homens do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq) montavam guarda, e grades cercaram o Palácio Tiradentes, no Centro, no dia da votação em discussão única do projeto enviado pelo governador Sérgio Cabral, que prevê reajuste salarial de quase 39% no biênio 2012/2013 para policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários, categorias que ameaçam entrar em greve na próxima sexta-feira (10/2). A ordem do dia estava prevista para as 16h30.
A Alerj informou que o reforço da segurança é um pedido do presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB). O parlamentar alegou que o pedido visa a "preservação dos bens". o prédio da Assembleia é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No entanto, fica evidente também a preocupação com a segurança no local, um possível alvo de protestos e manifestações dos grevistas.
Cabe lembrar, também, que policiais, militares e civis baianos, em greve por melhorias trabalhistas, estão ocupando o prédio da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, que está cercado por homens do Exército Brasileiro e da Força Nacional de Segurança.
Ameaça de greve persiste
Para uma das lideranças do movimento em prol da dignidade dos Bombeiros e Policiais do Estado do Rio de Janeiro, cabo Gurgel, o resultado da votação desta terça-feira pouco influenciará na decisão da categoria por uma paralisação. O movimento grevista se reúne nesta quinta-feria para definir o rumo das negociações.
"Tem de haver o diálogo", exigiu. "A última vez que conversamos com o Governo, através do comandante da corporação (coronel Erir Ribeiro da Costa Filho), foi no dia 13 de janeiro. Desde então, ainda não obtivemos respostas às reivindicações. Nossas demandas não se restringem à questão salarial. O regulamento da PM é arcaico e injusto, beneficia os oficiais em detrimento dos praças. Também queremos mudar isto. A greve é uma opção".
Procurada pelo Jornal do Brasil, a assessoria de comunicação da Polícia Militar limitou-se a dizer que ''não comentará o assunto''.