Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Rio

Ex-diretor do Metrô Rio nega que obras possam ter afetado prédios da Cinelândia

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Ex-diretor do Metrô Rio, o engenheiro de Transportes Fernando Macdowell, falou com o Jornal do Brasil sobre a possibilidade de as obras do metrô terem influenciado no desabamento dos três prédios no Centro do Rio, na quarta-feira (25). Macdowell afirmou que o metrô nunca afetou a cidade e que, ao longo das obras para o assentamento dos trens na região da Cinelândia, todo o local foi minuciosamente monitorado. As informações de danos na estrutura do prédio foram levantas pelo jornal O Globo na terça-feira (31). 

O engenheiro lembra que o Edifício Liberdade, que teria desabado e causado o desmoronamento dos outros dois prédios, era bem planejado, mas que a interferência com obras pode ter comprometido a construção. Ele considera que a fiscalização deveria ser mais presente para evitar que se modifique a estrutura interna de edifícios. 

“O que acontece muitas vezes é que alguns prédios são mal planejados. Mas esse não era o caso do Edifício Liberdade. O que aconteceu foi que mexeram na estrutura dele”, garante.  

Segundo o ex-diretor do Metrô Rio, a grande preocupação na área, à época da construção, era com o Theatro Municipal. Sobre informações de que a construção centenária teria sido danificada quando o metrô foi construído, Macdowell disse que nada abalou a sua fundação. O Theatro teve seu prédio anexo afetado por escombros do desmoronamento. 

“A preocupação maior na região da Cinelândia era o Theatro Municipal, porque era mais delicado. A estrutura da sua fundação é feita com estacas de madeira, por isso tivemos todo o cuidado possível”, revelou. “Fizemos monitoramento técnico com instrumentos 24 horas por dia na época em toda a região. Acompanhamos de perto o Theatro Municipal. Não teve nada afetado”, afirma.

Tags: causa, desabamento, inquérito, laudo, Metrô, mortes, Obras, Tragédia

Comentários

2 comentários
  • MARIA EUGENIA, RJ
    MARIA EUGENIA, RJ

    O Metrô se recusa a tomar qualquer providência mesmo quando está errado, na R. Tonelero, 382, depois da obra o prédio fez um deslocamento do nº 380, e até hoje nenhuma providência foi tomado. Mas se acontecer uma tragédia aí vem os governos com paliativos, depois de vidas perdidas e irrecuperáveis.

  • CARLOS AUGUSTO MARQUES CARDOSO, maceio
    CARLOS AUGUSTO MARQUES CARDOSO, maceio

    ATÉ QUE FIM ALGUEM FALOU ALGUMA COISA DE CONCRETO SOBRE O DESABAMENTO DOS PREDIOS. TODAS AS HIPÓTESE FORAM LEVANTADAS, MENOS A DA OBRA DO METRÔ. POR QUE SERÁ, HEM!!!? JA IMAGINAVA SOBRE ESSA HIPÓTESE DESDE O COMEÇO DA CATÁSTROFE. HÁ UMA ENTREVISTA DE UMA SRA QUE MORA EM FRENTE, GRAVADA EM UMA TV EM QUE AFIRMA QUE DURANTE AS OBRAS DO METRÔ, O PREDIO MAIOR SE DESLOCOU DO QUE FICOU EM PÉ UNS 10 CM, DURANTE AS OBRAS DO METRÔ E QUE FIZERAM ENCHIMENTO NESTE ESPAÇO DE 10 CM. O PREDIO MAIOR SE DESLOCOU 10 CM PARA O LADO QUE CAIU , LEVANDO NO EFEITO DOMINO OS OUTROS MENORES. POR QUE NAO SE FALA NISSO? MUITO ESTRANHO, NE?

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