Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Rio

Saúde suspende 37 contratos de obras em hospitais federais do Rio 

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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (27) mais uma etapa da reestruturação dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Serão suspensos, a partir de publicação de portaria, 37 contratos de obras e engenharia nos hospitais Andaraí, Lagoa, Ipanema, Cardoso Fontes, Servidores do Estado e Bonsucesso. Também serão cancelados de imediato quatro contratos de locação de equipamentos de videocirurgia e endoscopias digestivas e respiratórias. A determinação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi anunciada em entrevista coletiva realizada em Brasília.

O Ministério da Saúde também decidiu iniciar novo processo licitatório para substituir 18 contratos de serviços continuados – vigilância, limpeza, lavanderia, alimentação e apoio administrativo. Grupo de Trabalho irá avaliar cada um destes itens. Caso a decisão seja pela rescisão ou mesmo pela nulidade, serão feitas seleções emergenciais até que o processo licitatório seja concluído.

A ação, realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União,  analisa um total de 99 contratos, firmados entre 2008 e 2010, sendo 30 de serviços continuados, 41 de insumos e medicamentos, 16 de aluguel de equipamentos e 12 de obras. As auditorias foram solicitadas pelo ministro da Saúde em abril do ano passado. Na mesma data, também foi pedido o acompanhamento do Ministério da Justiça.

As auditorias ainda não chegaram à sua conclusão final, mas as análises preliminares apontam para desperdício de recursos públicos, seja por deficiências de gestão, sem necessariamente indicar má fé, seja por indícios de irregularidades. Entre as suspeitas apontadas pelas auditorias estão formação de cartel entre fornecedores, direcionamento de licitações e sobrepreço.

“Apesar de as auditorias ainda não estarem concluídas - todos os hospitais têm até a próxima semana para apresentar os seus posicionamentos-, o Ministério da Saúde resolveu adotar medidas com o objetivo de evitar o desperdício de recursos públicos”, explicou Padilha.

Para revisar e adequar cada um destes contratos, conforme critérios de economicidade, eficiência e transparência, serão criados dois grupos de trabalho – um que analisará todas as obras; e outro que revisará a locação dos alugueis de equipamentos, a prestação de serviços e a aquisição de insumos hospitalares.O trabalho de campo do Ministério da Saúde e da CGU foi realizado a partir de junho do ano passado. Os resultados parciais foram entregues em etapas, sendo que a última delas, a respeito de insumos e equipamentos, foi encaminhada ao ministério em dezembro.Os processos em andamento ainda vão verificar as responsabilidades, além de dar suporte para adoção de providências, visando a recuperação dos pagamentos indevidos. Isso só será possível após a conclusão das auditorias.

O ministro Alexandre Padilha também anunciou a implementação de sistema informatizado online nos hospitais federais, capaz de registrar os estoques, controlar o almoxarifado e as farmácias, monitorar os atendimentos realizados e elaborar o prontuário eletrônico dos pacientes. O sistema também fará o rastreamento de insumos distribuídos, desde a hora da compra até o uso pelo paciente.

O sistema já está em funcionamento no hospital da Lagoa e começa a funcionar, ainda nesta semana, em Ipanema. O próximo será o Cardoso Fontes. Até o fim deste ano, todos estarão informatizados.Também foi anunciada a instituição de programa permanente de avaliação da satisfação do usuário, que servirá de base para a elaboração de relatórios semestrais de avaliação da qualidade do atendimento.

Tags: desperdício, Fraudes, Obras, RJ, SAÚDE

Comentários

3 comentários
  • Luiz Carlos Feidman, Rio de Janeiro
    Luiz Carlos Feidman, Rio de Janeiro

    Não basta cancelar contratos, preciso punir com rigor os desvios de verbas, dinheiro não pertence ao ministério da saude, é dinheiro do povo brasileiro, que paga seus impostos, isso é roubo, deveria sim não só estar sendo investigado pela controladoria da união , deveria tambem estar sendo investigado pela policia federal, pela receita federal,pelo ministério publico, para onde vai esse dinheiro todo, como é feita a lavagem de tanta grana? não só os hospitais federais tem que ser investigados, os estaduais e municipais tambem, o que fazem essas ongs com tanto repasse de verbas, quem fiscaliza como esta sendo gasta tanta verbas. Todo governante,todo gestor tem obrigação de prestar contas dos seus gastos. Justiça é para todos, agiu ilegalmente , tem que ser responsabilizado criminalmente. Um País deve ser governado sem barganhas politicas , essas barganhas só nos levam a corrupção, ao roubo, hora de faxina ,hora de cobrança e punição aos culpados pelos descasos com a população.

  • Edison Carlos de Oliveira, RIO DE JANEIRO
    Edison Carlos de Oliveira, RIO DE JANEIRO

    Sr. Ministro Alexandre Padilha, que tal o sr. tambem melhorar as verbas destinadas ao INCA pois o mesmo possui o melhor atendimento ao ser humano numa hora tão triste que é o tratamento de cancer. Melhorar para ao invés de demitir o mesmo contratar médicos. O Hospital fornece remédios aos pacientes, não importa o preço, se o paciente precisa, o médico receita e a farmácia fornece. Diminuiu-se o atendimento ao invés de aumentar e olha que não existe distinção, seja pobre, miseravel ou rico, quem procura sempre é atendido.
    Por favor, faça uma visita ao INCA na Cruz Vermelha.

  • YOSHIKO, Rio de Janeiro
    YOSHIKO, Rio de Janeiro

    Revista Isto é nº 2202 25/01/2012
    Entrevista o Ministro garibaldi Alves
    A regalia do servidor público ,que apesar de contribuir com 11% do salário para "PREVIDÊNCIA" está com os dias contados.
    Segundo o Ministro: Nenhum esforço de arrecadação será suficiente para cobrir o rombo deixado pelo pagamento de proventos dos Servidores Públicos.
    Na verdade,a reportagem acima serve para provar mais uma vez que as indicações na GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA é que precisa de cuidados.
    Ou seja, CADEIA PARA A QUADRILHA DE CORRUPTOS NA GESTÃO DA SAÚDE e não usar o SERVIDOR PÚBLICO como bode expiatório.

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