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Associação de Magistrados afirma, em nota, apoio à investigação no TRT-RJ 

Magistrado ou servidor do Tribunal do Rio movimentou R$ 282 milhões

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Depois das denúncias de uma movimentação atípica de R$ 282 milhões no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro realizadas em 2002 e registradas pelo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra 1) divulgou uma nota na qual "exige e apoia a apuração minuciosa de denúncias". A intenção, segundo o documento, serve para que não pairem "dúvidas sobre a conduta dos Juízes do Trabalho da 1ª Região".

Ainda na tarde desta segunda-feira (16), o vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Rio, desembargador Carlos Alberto Araujo Drummond, vai participar de uma coletiva de imprensa na qual deve explicar como o tribunal vai proceder diante das denúncias.

O pedido de esclarecimento foi apresentado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ), na última sexta-feira (13).

"Diante das informações publicadas na imprensa sobre o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), requeremos que o tribunal informe quem é a pessoa e qual a proveniência desses recursos", disse o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous. "Entendemos que o tribunal tem como conseguir esses dados, caso não os tenha", completou.

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, entregues à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que apenas uma pessoa do TRT movimentou a quantia de R$ 282,9 milhões, em 2002. O valor equivale a 94,3% das movimentações fora do normal registradas no ano (R$ 300,2 milhões), no órgão.

No caso do TRT do Rio, se for comprovada movimentação irregular ou ilícita de servidor ou de algum juiz, a OAB-RJ espera que o Ministério Público Federal abra investigações. No entanto, para Damous, o mais importante é que magistrados "não resistam a um sistema de transparência".