Jornal do Brasil

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Rio

PF: funcionários da Chevron serão convocados para esclarecer limpeza

Técnica de jateamento seria considerada crime ambiental

Jornal do Brasil

A Polícia Federal vai convocar, na próxima semana, funcionários da empresa americana Chevron para esclarecer o uso da técnica de jateamento de areia para limpar área onde houve vazamento de óleo, na Bacia de Campos, no Rio.

A petroleira nega que use areia ou dispersantes para controlar a mancha, mas a Polícia Federal investiga o caso. De acordo com o delegado Fábio Scliar, responsável pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico (Delemaph), a Chevron pode ser condenada por crime ambiental, caso seja comprovado o jateamento de areia. A pena pode ir da proibição de participação de licitações de áreas do pré-sal nos próximos cinco anos a  reclusão de 1 a 4 anos.

De acordo com Scliar, a técnica de jateamento de areia prejudica a fauna e flora marinha, já que a areia se mistura com o petróleo, e em seguida, se deposita no fundo do mar, contaminando espécies da região. O delegado ainda aguarda parecer técnico das agências ambientais.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirmou nessa sexta-feira (18), que foi observada diminuição da mancha, que continua se afastando do litoral. A partir da observação visual, estimou-se que ela esteja com 18 km de extensão e 11,8 km2 de área. No dia 14, a área observada era de cerca 13 km2. O vazamento já dura 12 dias.

>> Mancha de petróleo diminui, diz ANP. Veja vídeo submarino do vazamento

O desastre já completa 12 dias e técnicos da ANP continuam embarcados na plataforma investigando as causas do vazamento e monitorando os procedimentos da empresa Chevron, que deve selar o poço de petróleo ainda nesse fim de semana. No entanto, a companhia americana ainda está atrasada, realizando apenas a primeira das cinco etapas de cimentação previstas para vedar o vazamento de óleo. Para estancar o óleo, a empresa precisa cimentar a parte de baixo do poço, a mais de 595 metros abaixo do solo, onde estima-se que a rachadura tenha acontecido.

O vazamento aqueceu ainda mais os debates sobre a divisão de royalties. Segundo especialistas, a verba dos royalties é fundamental para a prevenção de acidentes, controle de riscos e manutenção do meio ambiente.

>> Deputados defendem royalties para o RJ. Chevron deve ser multada, diz advogado

Tags: acidente, ambiental, bacia de campos, chevron, desastre, Ibama, Marinha, óleo, Petróleo, Plataforma, poço, royalties

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Comentários

2 comentários
  • Silva, Rio de Janeiro

    Cariocas, parem de explorar a mãe-natureza. Ao trabalho!!! Royalties é para o Brasil inteiro.

  • Manoel Claudio Vieira, São Paulo

    Triste fato ocorrido em nossas aguas. Pelo andar da carruagem tudo leva a crer que esta empresa não tem o menor respeito pelo meio ambiente e ao inves de limpar o petroleo com ferramentas apropriadas preferiu jatear areia fazendo com que o petroleo se unisse a ela e permanecesse depositado para sempre no fundo do mar dizimando a fauna. O Brasil necessita aprender muito com os erros alheios para não transformar as costas brasileiras num esgoto como acontece em algumas areas no Oriente Médio e esta empresa Norte americana - Chevron- deveria ficar isso sim sob suspeita. Necessitamos quem saiba (e bem) lidar com petroleo para não ocorrer por aqui o que aconteceu tam´bem no Golfo do Mexico meses atras.

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