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Da Europa, Marcelo Freixo nega uso eleitoral de viagem

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O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) negou, por meio de seu perfil no microblog Twiter, que sua viagem à Europa tenha viés eleitoral. De acordo com o parlamentar, o convite apenas aconteceu por causa das ameaças de morte que ele recebeu ao longo de outubro. 

"Quero esclarecer que o convite da Anistia Internacional foi exclusivamente em função das sete ameaças que recebi no mês de outubro", ressaltou Freixo, que criticou a postura do governo estadual na situação. "Minha saída também serve para denunciar a falta de vontade política do governo no Rio de Janeiro para fazermos o real enfrentamento as milícias. Não recebi qualquer contato de autoridade do gov do Rio para falar sobre as ameaças que recebi. Tratavam como se o problema fosse meu". 

A informação vai de encontro ao comunicado divulgado pela própria Anistia Internacional e pela Front Line Defenders, as duas organizações que convidaram o deputado para ir à Europa. Conforme publicou o Informe JB na tarde desta quinta-feira, as notas apontam as palestras na Europa como razão da viagem

No começo da noite, um representante da Anistia Internacional também disse à GloboNews que a viagem de Freixo já estava marcada há algum tempo. Ao ficar sabendo da notícia, o secretário de Assistência Social do município do Rio, Rodrigo Bethlem, também questionou a postura do deputado. 

"Porque o marcelo freixo não disse que iria dar palestra na Europa, e preferiu dizer que iria se refugiar por um tempo?", questionou Bethlem. 

Em nota enviada ao Jornal do Brasil, a assessoria de imprensa de Marcelo Freixo ressaltou que o "convite foi motivado pelas circunstâncias recentes em que pioraram em quantidade e gravidade as denúncias recebidas pelo parlamentar de planos para matá-lo". A viagem à Europa também teria como objetivo pressionar o governo a tomar medidas mais contundentes no combate às milícias. 

Esposa de Freixo agredece apoio

A esposa de Marcelo Freixo, que está com ele na Europa, também criticou a divulgação de notícias a respeito de suposto uso eleitoral da viagem, e agradeceu o apoio dos eleitores que mandaram mensagens de solideriedade. 

"Está sendo um alívio poder caminhar sem seguranças e em segurança. Lamento que alguns usem isso como batalha política. Falamos da vida do Marcelo, um dos poucos a se arriscar para defender aqueles que não têm voz. Uso eleitoral fazem os outros, não ele, que o tempo todo pensa no bem dos que, ainda no século XXI, vivem subjulgados pelos podres poderes", disse.