O sepultamento do pedreiro Ermínio Cosme Pereira, de 56 anos, no final da manhã desta segunda-feira (29) foi marcado por revolta de familiares e amigos. Ermínio foi atropelado pelo ex-coordenador da Lei Seca, e subsecretário de governo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Alexandre Felipe Mandes, no último dia 26. O atropelador só se apresentou à delegacia 16 horas depois do crime e havia consumido bebida alcóolica.
Para o filho da vítima, Geovanne Pereira, o crime não vai ficar impune.
>>> Ex-coordenador da Lei Seca vai responder por homicídio
"O atropelador vai ter que pagar pelo crime que cometeu. O fato dele arcar com os custos do enterro não é nada mais que sua obrigação. Queremos que ele pague pelo crime cometido", desabafou Geovanne depois do cortejo.
Para ele, o fato do atropelador só ter se apresentado à sede da 81ª DP (Itaipu) 16 horas depois do crime trata-se de uma "armação" do autor.
"Dezesseis horas depois do crime é uma piada. Ele quer escapar de qualquer maneira, mas eu espero que ele pague pelo crime", finalizou. O sepultamento, no Cemitério de Itaipu, terminou por volta de 12h. Outras quatro pessoas ficaram feridas na Estada do Engenho do Mato, na Região Oceânica de Niterói, vítimas de Alexandre Felipe.
Subsecretário vai responder por homicídio
O ex-coordenador da Lei Seca no Trânsito e subsecretário de governo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Alexandre Felipe, vai responder por homicídio pelo atropelamento de uma pessoa em Niterói. Além da vítima fatal, o subsecretário ainda atropelou outras três pessoas no incidente. Alexandre Felipe tinha consumido álcool antes de dirigir.
"Ele vai responder por homicídio. Isso é certo", garantiu o delegado Alexandre Leite, da 81ª DP (Itaipu), que é o responsável pelo caso. " Mas vou aguardar o depoimento das testemunhas e o laudo da perícia para decidir se ele vai responder por homicídio doloso ou culposo. Tenho que analisar todos os fatos".