ASSINE
search button

Deputado Marcelo Freixo cobra satisfação de Cabral sobre relação com Eike

Compartilhar

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) cobra do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), explicações sobre as relações mantidas entre o político e o mega empresário Eike Batista. "Com todo respeito à dor, mas quem está na vida pública tem que dar satisfação e está sujeito a isso", disse o socialista.

"Não estou preocupado com as relações privadas do governador, mas me preocupa quando as privadas podem estar misturadas com questões públicas. Isso tem que ser esclarecido e é isso que vamos buscar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)", disse.

Freixo entrará na semana que vem com um "requerimento de informação", que "obrigaria" o governador a dar respostas aos questionamentos da Alerj. "Não posso achar normal que o governador do Rio viaje no jato de um empresário que, ao contrário do que ele diz, tem investimentos no governo. Também não acho aceitável o governador indo para uma festa de um empreiteiro que também tem muitos investimentos no Estado. Essa mistura entre o público e o privado não é boa, não é normal. Isso tem que ser esclarecido", cobra o parlamentar.

Embora tenha sido um dos primeiros a levantar essas dúvidas quanto às relações mantidas pelo governador e os empresários, Freixo salienta que é preciso esperar antes de tomar medidas políticas e legais. Após reunião feita entre os deputados que endossam o requerimento, a reação na Alerj foi postergada para a próxima semana.

Freixo segue questionando e levantando suposições a serem acrescentadas no requerimento:

"O senhor Eike Batista ganhou, durante o governo Cabral, R$ 75 milhões em isenção. Aí, ele vem com a cara de pau mais lavada do mundo dizer que não tem investimentos. Ele faz o que quiser com o dinheiro dele, eu não estou preocupado com o dinheiro dele, mas com o público. E preocupado com o governador do Rio de Janeiro viajando no jato particular do empresário que foi um dos financiadores de sua campanha" atacou, para depois prosseguir:

"Coincidentemente, Eike contribuiu para a campanha do governador com R$ 750 mil, exatos 10% da isenção que ele recebeu do governo Cabral. Pode ser uma grande coincidência, mas isso tem que ser investigado. Da mesma maneira que a Delta Construções S/A tem diversos contratos vencidos sem licitação", concluiu.