A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, informou na manha desta terça-feira que as 1064 escolas da rede municipal terão pelo menos um inspetor por andar. Segundo ela, até o final do semestre, serão contratados 1844 funcionários para exercer a função. Outra medida divulgada pela secretária é a instalação de câmeras de segurança nas instituições.
“Cerca de 200 escolas já têm câmeras de vigilância. Algumas possuem câmeras de filmagem, que só monitoram. Faremos uma grande aquisição desses equipamentos e vamos instalar nas escolas que solicitarem”, afirmou.
Atendendo a uma reivindicação dos pais, que reclamavam da facilidade de acesso às escolas, também ficou definido que os visitantes deverão apresentar a carteira de identidade e receber um crachá de identificação para poder circular dentro dos colégios. A fiscalização será feita por cerca de 1500 porteiros, que deverão ser contratados nos próximos meses.
O anúncio ocorre 12 dias depois que um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril.
Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado.
Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Numa carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão a Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.