A reunião entre pais e professores da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, definiu os primeiros detalhes do procedimento de reabertura da unidade, fechada desde a última quinta-feira, quando Wellington Menezes de Oliveira invadiu o local e matou 12 crianças. O turno da tarde recomeça as aulas na próxima segunda-feira, e o turno da manhã na terça.
Atendendo à reivindicação dos pais, que exigem reforço na segurança da escola, ficou determinado que a Guarda Municipal fará o patrulhamento do local por tempo indeterminado. Noeli da Silva Rocha, mãe de Mariana Rocha, uma das vítimas, questionou o procedimento que vinha sendo adotado até então e disse que pretende entrar na Justiça.
"Uma vez vim aqui trazer um lanche e fui barrada, não me deixaram entrar. Como este atirador, que é um ex-aluno e que não vinha há dez anos conseguiu entrar? Já tenho advogado e vou processar a escola", disse.
Também ficou definido que os professores realizarão trabalhos individualizados com as crianças, que, em um primeiro momento, deverão somente participar de atividades lúdicas, como leitura, pintura e jogos. De acordo com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, o processo de readaptação deve durar algumas semanas.
Homenagens
Nesta quarta-feira, milhares de pessoas compareceram à missa de sétimo dia celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, em memória dos adolescentes mortos no massacre. Durante a celebração, em uma praça próxima à Escola Municipal Tasso da Silveira, onde ocorreu o crime, dom Orani disse que a instituição tem que voltar a ser uma escola.
Várias autoridades estiveram presentes, entre elas o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Representantes de outras religiões, familiares de vítimas, além de milharess de pessoas, também estiveram no local.
No próximo sábado, ex-alunos da Tasso da Silveira, sobretudo da primeira turma formada na instituição (em 1972), organizam um novo abraço à escola, às 9h. Na última semana, um evento da mesma natureza foi organizado. Muitas pessoas vindas de outros lugares do Rio estiveram presentes para orar e homenagear as vítimas do massacre com flores e velas