Informada de que os maiores “gargalos” na destinação adequada de armas acauteladas no estado eram causadas por falhas na comunicação entre a Polícia Civil, que as protege, e o Exército, encarregado de destruí-las, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) decidiu interceder pelo aumento do percentual de destruições.
Em depoimento a comissão nesta segunda-feira (04/04), o diretor da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos da Polícia Civil (Dfae), delegado Claudio Vieira, disse que a adoção de alguns critérios poderiam reduzir em até 70% o arsenal hoje sob proteção policial, de 150 mil armas de fogo e mais de quatro toneladas de munição.
“Essa é uma colaboração que a CPI pode dar de imediato. Temos 150 mil armas dentro da Dfae num lugar absurdo, inadequado, sem a vigilância necessária, já tivemos casos de desvio. Algo precisa ser feito”, afirmou o presidente do grupo, deputado Marcelo Freixo (PSol), que pretende visitar o depósito da Dfae ainda esta semana e também contatar o Comando Militar do Leste. “Cabe ao parlamento fazer esse contato. Imagina se 70% dessas 150 mil armas pudessem ser destruídas? Isso facilitaria o controle, ganharíamos todos”, aposta.