Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Rio

Lei Seca é aprovada por mais de 90% dos motorista, aponta pesquisa da UFRJ

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RIO - Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que 91% dos motoristas abordados nas blitzes da Lei Seca aprovam a Operação. Desse total, 91,7% acreditam que as ações contribuem para a segurança dos locais onde é realizada, além de ser uma questão de saúde pública. O estudo identificou que as ações estão produzindo mudanças de comportamento no Rio. No início da ação, em março de 2009, 12% dos motoristas se recusavam a fazer o texto do bafômetro. Hoje, apenas 1,4% dos condutores se negam a fazer o teste.

A pesquisa foi feita para registrar a percepção da população em relação à operação. Os pesquisadores verificaram que 95% dos motoristas que se submetem ao teste não ingeriram bebida alcoólica. E que apenas 6,5% dos condutores diz voltar para casa dirigindo depois de beber. Outros afirmaram eleger ‘amigo da vez’ ou pegar carona, mas grande parte afirmou que prefere pegar um táxi (38,6%). 

A partir do levantamento, também foi possível traçar um perfil dos motoristas: a grande maioria é homem (80%), entre 20 e 40 anos (66%), solteiro (58%) e tem escolaridade em nível superior (67%).

- Esse resultado confirma que a Operação Lei Seca, com foco na fiscalização e, sobretudo, na conscientização, produziu uma mudança de comportamento extraordinária no Rio de Janeiro. As pessoas passaram a entender que a operação não é contra a bebida, mas a favor da vida. Com isso, ao longo desses 18 meses, conseguimos preservar mais de 5,2 mil vidas - destaca o coordenador-geral da Operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes.

Em relação à abordagem, os entrevistados classificaram a atuação das equipes como muito boa (47%) e boa (43%). O atendimento realizado nas barracas também recebeu os conceitos muito bom (45,9%) e bom (46,4%).

 

A Pesquisa

Os dados foram coletados por alunos da Escola de Enfermagem Anna Nery (UFRJ), por meio de um questionário. O levantamento foi feito sempre às sextas-feiras, sábados e domingos, entre 22h e 3h, em blitzes da Operação Lei Seca nos bairros de Copacabana, Botafogo e Barra da Tijuca, entre junho e agosto de 2010. No total, foram entrevistados 362 motoristas.

De acordo com a chefe do Departamento de Enfermagem da UFRJ, professora Angela Abreu, a iniciativa foi muito bem recebida pelos condutores e a grande maioria respondeu prontamente às questões. Apenas cinco pessoas se negaram a participar. Ela explicou que a Universidade já realizou outros estudos de avaliação sobre a associação de álcool e drogas com o trânsito, no Instituto Médico Legal e nas emergências dos hospitais do Rio.

 

Mais de 340 mil motoristas já foram abordados na operação

Do início da Operação Lei Seca, em 19 de março de 2009, até a madrugada desta quarta-feira (20/10/10), as blitzes abordaram um total de 343.465 motoristas. No mesmo período, 326.041 testes com bafômetro foram realizados, 55.208 motoristas receberam multas e 22.756 carteiras de habilitação foram recolhidas. No total, já foram aplicadas 3.392 sanções administrativas e 1.177 criminais.

Tags: lei seca, pesquisa

Comentários

2 comentários
  • Erasmo Moraes Oliveira, Brasília/DF
    Erasmo Moraes Oliveira, Brasília/DF

    Mas não É pela Justiça ou É INjustiça ?, pobre Brasil.

  • Paulo Carneiro Ribeiro, Teresópolis
    Paulo Carneiro Ribeiro, Teresópolis

    A Lei Seca é indiscutivelmente muito boa. Mas, infelizmente, tem uma falha. Quando o motorista resolve não permitir ser submetido ao teste do bafômetro ele não é penalizado pela justiça pois não existe prova material de que ele estava embriagado. O correto seria um exame clínico no local por um médico (de preferência Perito-Legista), exame este que o condutor do veículo não tem como negar. Ou seja um médico deveria fazer parte da equipe que atua nas blitzes da Lei Seca.

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