Jornal do Brasil

Terça-feira, 17 de Julho de 2018 Fundado em 1891

País

PSB de Pernambuco apoia Lula

Direção estadual tentará convencer a Executiva do partido a selar aliança nacional com o PT

Jornal do Brasil KATIA GUIMARAES, katia.guimaraes@jb.com.br

O PSB de Pernambuco vai apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo que o PT tenha candidato próprio no estado. A decisão foi anunciada em encontro, no Recife, entre o governador pernambucano, Paulo Câmara (PSB), e a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR). A direção estadual do PSB, que já havia anunciado seu posicionamento em favor de Lula, ainda tentará levar o partido a aderir formalmente à aliança nacional com o PT. Caberá agora ao PT decidir se lança a vereadora Marília Arraes ao governo de Pernambuco ou se apoia a campanha à reeleição de Paulo Câmara, o que irá depender da adesão nacional do PSB.

“O pernambucano tem uma gratidão e solidariedade com o presidente Lula por tudo o que ele fez por Pernambuco”, afirmou Câmara. Segundo ele, o partido no estado está no caminho certo. “Vamos fazer todos os esforços para que essa aliança [nacional] se concretize. A ala pernambucana do PSB é a maior do Brasil, só por isso já saímos na frente. A maioria do partido no Nordeste defende essa aliança, bem como estados do Norte e Centro-Oeste”, acrescentou.

O governador Paulo Câmara diz que os pernambucanos são gratos ao ex-presidente Lula

Na saída do encontro, a senadora Gleisi Hoffmann voltou a afirmar que a prioridade para o PT é a aliança nacional em torno do ex-presidente, mas disse considerar legítima a pré-candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) para o Palácio das Princesas. “A Marília é uma novidade boa, mulher, jovem e batalhadora”, ressaltou. Gleisi, que agradeceu o apoio político dado por Paulo Câmara a Lula, disse ainda que a intenção do partido é formar uma aliança de centro-esquerda para “trazer de volta o Brasil ao povo brasileiro”. “É muito importante que a gente caminhe junto. Por isso, a nossa insistência para que o PSB possa estar junto conosco. O que nos une é isso, tirar o país da crise”, afirmou.

Defensor de uma aliança formal do PSB com o PDT de Ciro Gomes, o ex-governador Renato Casagrande, que concorre novamente ao governo do Espírito Santo, diz que o partido não pode optar pela neutralidade na campanha nacional. “O momento exige um posicionamento do partido”, enfatizou. Para ele, as discussões envolvendo as decisões do PSB em Pernambuco e São Paulo têm engessado a legenda, fazendo com que as reuniões do comando partidário sejam adiadas. “Essa indecisão do partido tem prejudicado, porque o PSB não pode deixar de se posicionar. Estou preocupado porque a gente não pode perder o protagonismo do debate político”, disse.

As reuniões da Executiva Nacional e do Diretório do PSB foram adiadas para a última semana de julho em função de uma possível costura de acordo com os petistas. Caberá à Executiva Nacional, que tem 15 membros, sendo que sete defendem a adesão formal à candidatura do PT, dar o indicativo da decisão que será homologada pela convenção partidária. Parte do PSB, no entanto, garante que a legenda já descartou a hipótese de formalizar uma aliança nacional em torno de Lula. Mas, mesmo que o PSB opte pela neutralidade na campanha nacional ou venha a apoiar a candidatura de Ciro Gomes, do PDT, o partido deve liberar os estados para tomar suas decisões, como é o caso de Pernambuco e de São Paulo, onde o governador Márcio Lacerda (PSB) tende a apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) na sucessão presidencial. 



Tags: candidatura, eleições, lula, política, psb

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