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Quinta-feira, 19 de Abril de 2018 Fundado em 1891

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Barroso e Gilmar Mendes batem boca no STF: "Pitadas de psicopatia"

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Os ministros Luiz Roberto Barroso e Gilmar Mendes, mais uma vez, protagonizaram um pesado bate-boca no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (21). 

A Corte discutia na sessão a proibição de doações ocultas, quando Barroso reagiu a uma fala de Gilmar Mendes, que criticava decisões do STF, como a que proibiu as empresas de doarem para campanhas eleitorais. 

Gilmar Mendes fez referência a decisão de 2016, na qual a Primeira Turma revogou a prisão preventiva de cinco médicos e funcionários de uma clínica de aborto. O voto que conduziu a decisão foi de Barroso.

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“Claro que continua a haver graves problemas. É preciso que a gente denuncie isso! Que a gente anteveja esse tipo de manobra! Porque não se pode fazer isso com o Supremo Tribunal Federal. ‘Ah, agora, eu vou dar uma de esperto e vou conseguir a decisão do aborto, de preferência na turma com três ministros, e aí a gente faz um dois a um’”, disse.

Barroso então reagiu:

"Me deixe de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Isso não tem nada a ver o que está sendo julgado", disse Barroso. O ministro continuou: "A vida para vossa excelência é ofender as pessoas. Vossa excelência é uma desonra para todos nós. Vossa excelência desmoraliza o tribunal. Já ofendeu a presidente (Cármen Lúcia), ofendeu o ministro Fux, e agora me ofende. O senhor é a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia", disse Barroso. 

A presidente Cármen Lúcia anunciou a suspensão da sessão em meio ao bate-boca e o ministro Gilmar Mendes pede para continuar seu voto. Cármen repetiu que a sessão estava suspensa e Gilmar ainda rebateu, referindo-se a Barroso: "O senhor deveria fechar seu escritório de advocacia!"

Diante da insistência dos ministros, a presidente Cármen Lúcia cortou o som dos microfones e a sessão foi, finalmente suspensa. 

Durante o intervalo, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Roberto Barroso, Alexandre Moraes e Marco Aurélio ficaram em conversa no plenário.



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