Jornal do Brasil

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

País

Globo teria sido citada 14 vezes por delator do Fifagate, diz portal

Emissora supostamente pagou US$ 15 milhões em propinas

Jornal do Brasil

Em depoimento sobre o escândalo de corrupção envolvendo a FIFA, Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, menciona 14 vezes a Rede Globo, perante a juíza Pamela Chen, que comanda o caso no Tribunal do Brooklyn, em Nova York. As informações são do portal R7. De acordo com ele, a emissora foi uma das seis empresas que teriam pago propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais.

Segundo Burzaco, a Globo teria pago US$ 15 milhões em propinas (cerca de R$ 50 milhões) para adquirir exclusividade na transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030.

>> Caso Fifa: testemunha diz que Globo pagou propina por direitos de TV

Alejandro Burzaco diz que Globo pagou propina por direitos de TV
Alejandro Burzaco diz que Globo pagou propina por direitos de TV

De acordo com o portal, os valores da propina teriam sido enviados por meio do ex-diretor da TV Globo, Marcelo Campos Pinto, para a T&T, braço na Holanda da empresa de Burzaco em associação com a brasileira Traffic, de J. Hawilla, e posteriormente repassado para uma conta na Suíça de Julio Gronoda, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino e ex-vice-presidente da Fifa responsável por cuidar dos direitos de transmissão para a América Latina. O dirigente morreu em 2014.

Campos Pinto foi responsável pelo setor responsável dentro da Globo pela compra dos direitos de transmissão dos principais eventos esportivos no Brasil e no mundo. A divisão rendeu bilhões de reais de lucro para a emissora, com o sucesso comercial das transmissões.

Burzaco também revelou que o ex-presidente da CBF José Maria Marin, um dos réus do caso, teria recebido US$ 2,7 milhões (R$ 8,95 milhões). O delator ainda relatou um encontro em 2013, durante reunião do Comitê Executivo da Fifa, com Marco Polo Del Nero, Marin e J. Hawilla. Os dirigentes brasileiros teriam reclamado do atraso do pagamento de propinas relacionadas à venda dos direitos de transmissão da Libertadores e da Copa Sul-Americana, na época.

O delator apontou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo del Nero, como chefe do esquema de corrupção, mesmo na época em que a entidade era presidida por José Maria Marin.

Tags: acusação, alejandro, burzaco, fifa, globo

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