Jornal do Brasil

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

País

"Facínoras roubam do país a verdade", diz Planalto após acusações contra Temer

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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou, nesta terça-feira (12), uma nota em resposta ao inquérito da Polícia Federal que aponta que o presidente Michel Temer tinha poder de decisão no chamado "quadrilhão" do PMDB.

De acordo com nota da PF, Temer possuía poder de decisão do PMDB da Câmara para indicar pessoas para cargos estratégicos e também para fazer a articulação com empresários beneficiados nos esquemas e receber valores de doações eleitorais.

Na nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirma que "facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas."

>> Temer recebeu R$ 31,5 milhões de vantagem indevida, diz PF

"Facínoras roubam do país a verdade", diz Planalto após acusações contra Temer
"Facínoras roubam do país a verdade", diz Planalto após acusações contra Temer

O inquérito da Polícia Federal (PF) concluído nesta segunda-feira (11), apresentou indícios da prática de crimes por parte de Michel Temer e demais integrantes da cúpula do PMDB. Para os policiais federais, o presidente conta com terceiros para atuar no controle do grupo político, com o objetivo de obter recursos de empreiteiras e grandes empresas, como a JBS. Os valores quantificados pela PF da vantagem indevida recebida por Temer foram elencados em R$ 31,5 milhões.

Desse valor, R$ 500 mil teriam sido obtidos por meio de Rodrigo Rocha Loures, R$ 10 milhões da Odebrecht, R$ 20 milhões do contrato PAC SMS da diretoria de Internacional da Petrobras e R$ 1 milhão entregue ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal do peemedebista.

Veja a nota:

Nota à imprensa

O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Tags: acusação, federal, inquérito, planalto, polícia, temer

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