Jornal do Brasil

Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

País

Ex-deputado Cândido Vaccarezza é preso em nova fase da Lava Jato

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O ex-líder dos governos petistas na Câmara dos Deputados Cândido Vaccarezza foi preso temporariamente nesta sexta-feira (18) em São Paulo. Ele é alvo da Operação Abate, uma das duas novas fases da Operação Lava Jato deflagradas nesta manhã. Ele será transferido, via terrestre, para a cidade de Curitiba, onde se concentram as investigações. A prisão tem validade de cinco dias.

A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate a Corrupção e o Desvio de Verbas Públicas (DELECOR/SR/PF/PR) deflagrou na manhã desta sexta-feira (18) a 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato, respectivamente, Operação Sem Fronteiras e Operação Abate.

Polícia Federal deflagrou duas fases da Operação Lava Jato no mesmo dia
Polícia Federal deflagrou duas fases da Operação Lava Jato no mesmo dia

Foram cumpridas 46 ordens judiciais distribuídas em 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e seis mandados de prisão temporária na capital de São Paulo, em Santos e na capital do Rio de Janeiro. Dois gerentes da Petrobras estão entre os alvos dos mandados de prisão temporária.

A Polícia Federal aponta que os dois casos se inserem no contexto de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagens de ativos identificados em contratação de grandes empresas com a companhia Petrobras.

Vaccarezza é alvo da Operação Abate, uma das duas novas fases da Lava Jato deflagradas
Vaccarezza é alvo da Operação Abate, uma das duas novas fases da Lava Jato deflagradas

Na chamada Operação Sem Fronteiras, a PF diz que investiga "a relação espúria entre executivos da Petrobras e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira".

Na Operação Abate, ainda segundo a corporação, a ação visa desarticular grupo criminoso que seria apadrinhado pelo ex-deputado federal, cuja influência seria utilizada para a obtenção de contratos da Petrobras com empresa estrangeira. Nesta relação, recursos teriam sido direcionados a pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. 

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Tags: curitiba, investigações, lava jato, partido, petrobras, política

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