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Mesa da Câmara vai rever decisão sobre passagem para cônjuge de deputado

Eduardo Cunha disse houve um recuo por causa da repercussão negativa junto à população 

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse nesta segunda-feira que a Mesa Diretora se reunirá nesta terça-feira (3) para rever a decisão de permitir a compra de passagens aéreas para cônjuges dos parlamentares.  Segundo ele, houve um recuo em relação à decisão da última quarta-feira (25) por causa da repercussão da medida na opinião pública.

“Estamos sempre subordinados à vontade da opinião pública. E se nós fizemos algo que a repercussão não está positiva, cabe a nós fazermos mea culpa e corrigirmos”, afirmou. Cunha irá propor, segundo ele, uma regra para os parlamentares não poderem comprar passagens para cônjuges. As exceções deverão ser solicitadas pelo parlamentar a partir de justificativa com critério a ser definido pela Mesa.

Pela decisão que deve ser revista os deputados podem utilizar o valor da cota para pagar a passagem aérea dos seus cônjuges, desde que o trajeto seja entre o estado de origem e Brasília. Até essa decisão, os bilhetes aéreos só podiam ser emitidos para os deputados e seus assessores de gabinete.

Quatro partidos (PT, PSDB, Psol e PPS) já tinham anunciado que abririam mão do uso da verba para cônjuges. “Eu fiquei muito feliz de o presidente da Câmara voltar atrás. Porque não tinha o menor cabimento, era inexplicável que dinheiro público viesse a custear passagem de esposas e maridos de parlamentares”, afirmou o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP).

O partido entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir o pagamento. O ministro do STF Teori Zavascki negou na sexta-feira (27) a liminar do PSDB sobre as passagens e pediu mais informações para a Câmara sobre a questão.

O presidente também negou que seria construído um shopping com recursos públicos em um futuro anexo da Câmara dos deputados, como foi noticiado na semana passada. “Isso [a construção do anexo] é uma coisa que está em estudo e o shopping não vai ser construído com dinheiro da Casa. O shopping é a forma de viabilizar a participação da iniciativa privada para bancar a obra da Câmara sem despesa para a Câmara”, disse.

Segundo Cunha, a proposta do anexo 5, uma de suas promessas de campanha, ainda está em estudo e a ideia é buscar uma parceria com a iniciativa privada para a construção do prédio que deve abrigar mais gabinetes para os parlamentares. O presidente voltou a afirmar que há recursos já reservados para as obras.


Agência Câmara