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Diante da iminente prisão, Genoino se declara 'preso político'

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Condenado a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto mais multa de R$ 468 mil, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) José Genoino reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de expedir mandado de prisão contra ele no fim da tarde desta sexta-feira (15/11). Em nota na sua página na internet, Genoino se declarou inocente e diz considerar-se “preso político”. 

“Com indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado porque estava exercendo a presidência do PT”, afirma o deputado. “Do que me acusam, não existem provas. O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado.”

Genoino atribui sua condenação ao uma “operação midiática inédita”. “E me julgaram num processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado democrático de direito”, afirmou, concluindo: “por tudo isso, considero-me preso político”. 

José Genoino foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Pelo último crime, ele recorreu com embargos infringentes, e por isso começará a cumprir pena de quatro anos e 8 meses em regime semiaberto. Caso o recurso não seja aceito, o tempo da pena volta para seis anos e 11 meses no mesmo tipo de regime.

Leia a íntegra da nota:

Nota Pública

Com indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado porque estava exercendo a presidência do PT. Do que me acusam, não existem provas. O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado.

Fui condenado previamente numa operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram num processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado democrático de direito.

Por tudo isso, considero-me preso político.

Aonde for e quando for defenderei minha trajetória de luta permanente por um Brasil mais justo, democrático e soberano