Uma suposta bomba foi colocada no corpo de um funcionário do departamento financeiro de uma empresa de ônibus na zona oeste de São Paulo na manhã desta segunda-feira. Segundo informações da Polícia Militar, o funcionário da Transppass foi abordado por criminosos quando se dirigia ao trabalho. Feito refém, ele foi encaminhado até o departamento financeiro, onde teve um artefato suspeito acoplado ao corpo.
Os criminosos conseguiram fugir do local, levando mais de R$ 50 mil dos cofres da empresa, segundo a Polícia Militar. Por causa do artefato suspeito, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado.
Antes da chegada do grupo de elite da PM, a própria vítima já havia retirado o artefato do corpo. Por volta de 9h30, o artefato foi detonado pelos policiais do Gate. Ainda não há confirmação do teor explosivo do material deixado pelos criminosos.
Segundo o diretor do sindicato dos motoristas e cobradores, Egídio José da Silva, o Biro Biro, os funcionários só perceberam algo com a chegada da polícia. Biro Biro foi à garagem nesta segunda para cumprimentar os colegas após a recente eleição da categoria. “Vim cumprimentar os trabalhadores às 3h de hoje, aí o Manuel, que trabalha no financeiro, nos cumprimentou e saiu. Depois nos disseram que tinha uma bomba lá no prédio. Vi que chegaram várias viaturas, mas ninguém sabia o que estava acontecendo”, disse o sindicalista.
De acordo com funcionários da empresa, familiares do funcionário identificado como Manuel teriam sido sequestrados, mas essa informação não foi confirmada pela Polícia Militar. O funcionamento dos ônibus da Transppass não foi prejudicado pela ocorrência, informou a SPTrans.
Mais cedo, a Polícia Militar chegou a informar que a suposta bomba estaria em uma paralisação que ocorre na empresa OAK Tree, vizinha à garagem da Transppass, mas a informação foi retificada pela própria corporação minutos depois.