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MPF do Piauí abre inquérito para apurar causas de apagão no Nordeste

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A Procuradoria da República no Piauí informou nesta sexta-feira que instaurou inquérito civil para apurar as causas do apagão ocorrido na última quarta-feira em todo o Nordeste e parte do Paraná. O Ministério de Minas e Energias informou que o blecaute foi causado por uma queimada na fazenda Santa Clara, no município piauiense de Canto do Buriti, a 405 quilômetros de Teresina.

O inquérito foi instaurado pelo procurador da República no Piauí, Antônio Marcos Martins Manvailer. Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) informou que Marcos Manvailer pediu informações à Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Segundo a assessoria do MPF, o procurador quer saber as medidas adotadas na apuração das causas da interrupção de energia.

O Ibama informou na quinta-feira que enviou peritos para investigar as causas do blecaute. O laudo deverá sair em 30 dias. Informações do Operador Nacional do Sistema (NOS) apontam que o primeiro desligamento ocorreu às 14h58, na ligação entre Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí. A linha é operada pela Ienne, empresa controlada pela espanhola Isolux. A segunda interrupção foi às 15h08. Essa linha é operada pela Taesa, empresa controlada pela Cemig.

"O procurador da República juntou diversas reportagens jornalísticas que narraram sobre o apagão que ocorreu no Nordeste para instruir o inquérito. Nelas, existem declarações em que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vinculam a interrupção nas linhas de transmissão a um incêndio ocorrido em uma fazenda no município de Canto do Buriti", diz nota da Procuradoria

Terra entrou em contato com o procurador, mas ele informou que só iria se pronunciar após a conclusão do inquérito. Na nota, a assessoria do MPF informou que, para o procurador Antônio Manvailer, o apagão é "um fato de tal envergadura que não pode ocorrer corriqueiramente".

"O procurador da República destaca a necessidade de o MPF investigar qual a real causa do referido apagão e, diante disso, tomar as providências necessárias para evitar novas ocorrências, bem como, caso identificados, tomar as medidas atinentes em relação aos responsáveis pelo evento ocorrido", finaliza a nota.