Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

PF combate rede de corrupção no PR liderada por assessor parlamentar

Portal Terra

Uma organização criminosa liderada por um assessor de um deputado estadual do Paraná é o alvo da Operação Fractal que ocorre nesta quinta-feira no Estado e também em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O grupo era voltado ao contrabando e à exploração de jogos de azar em território paranaense. 

Segundo a Polícia Federal, há indícios de corrupção ou influência em setores das polícias Militar, Civil e Federal, Receita Federal, Receita Estadual, Ministério Público Estadual e Assembleia Legislativa do Paraná.

Ao todo, cerca de 250 policiais federais cumprem 40 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de prisão preventiva, seis mandados de prisão temporária e 29 mandados de condução coercitiva. As ordens judiciais estão sendo executadas nas cidades de Curitiba, Maringá, Medianeira, Foz do Iguaçu, Faxinal e Matinhos, no Paraná; em Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul; e em Laguna e Joinville, em Santa Catarina.

A Polícia Federal iniciou a investigação em 2010, após representação do Ministério Público Federal de Umuarama (PR), e apurou que a quadrilha se valia de um “braço armado” formado por policiais militares lotados, em sua maioria, em rotas de contrabando no noroeste do Paraná. Além de facilitar a passagem da mercadoria do grupo, os policiais extorquiam contrabandistas concorrentes, repassando parte dos valores e dos produtos desviados de apreensões ao núcleo central do esquema. Além da liderança do assessor parlamentar, o grupo agia sob influência de oficiais da Polícia Militar ocupantes de postos chave que mantinham os policiais aliciados em equipes móveis e os auxiliavam em procedimentos disciplinares para praticar crimes, como contrabando de cigarros. 

De acordo com a polícia, parte dos imóveis, bem como valores - suspeitos de terem sido adquiridos pelo grupo com dinheiro proveniente dos delitos - foi bloqueada por decisão judicial. Ao longo da investigação foram realizados diversos flagrantes e prisões de servidores públicos por suspeita de corrupção. A investigação, que está em segredo de Justiça, deverá realizar outras ações.

O nome da Operação é decorrente da ramificação detectada nas investigações, que levou a quadrilha a se infiltrar em todas as esferas do Estado. Por um conceito matemático, “fractal” refere-se a uma forma geométrica que se auto repete dentro de si própria e parece sempre igual, independente da ampliação da imagem, assim como era a atuação do grupo. 

 

Tags: ação, Corrupção, federal, Fraudes, polícia

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