Professores de escolas estaduais de São Paulo faziam um protesto na tarde desta sexta-feira no vão livre do Museu de Arte (Masp), na avenida Paulista, para cobrar melhores salários e o cumprimento da jornada extraclasse determinada pela Lei do Piso. Segundo o Sindicato dos Professores do Estado (Apeoesp), uma paralização de toda a categoria foi marcada para hoje como forma de pressionar o governo.
Com faixas, narizes de palhaço e a participação de muitos estudantes, os professores gritavam palavras de ordem e cobravam mais investimento em educação e ainda criticavam a violência nas escolas. "Bater em professor virou moda", dizia um dos cartazes. A Polícia Militar acompanhava a mobilização e não havia registrado nenhum incidente até por volta das 15h. A estimativa da PM é que cerca de 1,5 mil pessoas participavam do ato, que teve início por volta das 14h.
Entre as reivindicações da categoria está o reajuste salarial de 36,74% e complementação do aumento referente a 2012, de 10,2%, além do cumprimento de no mínimo 33% da jornada para atividades extraclasse, como determina a Lei do Piso, e mudanças na forma de contratação dos docentes temporários.
A mobilização acontece poucos dias após o governador confirmar o aumento no reajuste previsto para julho de 6% para 8,1%. Assim, o salário inicial de um professor de educação básica que leciona para classes de anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 2.088,27, passará para R$ 2.257,84 a partir de 1º de julho. Os professores reclamam que os reajustes levam em conta bonificações já conquistadas pela categoria.
A Secretaria da Educação divulgou nota ontem esclarecendo que todas as escolas estariam abertas hoje e que o calendário escolar permanece inalterado. A secretaria disse ainda que o Estado cumpre integralmente com a Lei do Piso.