Após reunião com líderes, Pastor Feliciano não aceita renunciar
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), afirmou há pouco que o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não aceitou renunciar à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Segundo ele, a renúncia foi objeto de apelo de “grande parte dos líderes da Câmara”.
“Isso é um desrespeito, pois ele é uma pessoa incompatível com o cargo. Ele somente insiste porque lucra economica e politicamente com isso”, afirmou Valente, após reunião de Feliciano com o Colégio de Líderes e com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Feliciano deixou a reunião sem falar com a imprensa.
Líder diz que Feliciano abrirá reuniões se manifestantes se comportarem
O líder do PSC, deputado André Moura (SE), afirmou mais cedo que Feliciano abrirá as reuniões do colegiado “se os manifestantes se comportarem de forma respeitosa”. No último dia 3, a comissão aprovou requerimento que limita o acesso às reuniões do colegiado a parlamentares, servidores e imprensa.
Feliciano justificou a medida afirmando que as manifestações contra ele têm impedido o andamento dos trabalhos da comissão.
“A partir do momento que os manifestantes entendam que as reuniões da comissão podem ocorrer de forma respeitosa, tenho certeza de que Feliciano não usará do dispositivo que tem em mãos e abrirá as sessões”, disse André Moura. “Para que ele abra a sessão, é necessário que os manifestantes deixem ele presidir e deixem as matérias que estejam em pauta serem discutidas e votadas”, complementou, após reunião dos líderes da base governista.
OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) divulgou, nesta segunda-feira (8), nota em que repudia o fechamento das sessões da Comissão de Direitos Humanos. Segundo a nota, o fechamento das sessões “remete a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas.”
“Respeitamos a posição da OAB, mas existe um Regimento da Casa que está sendo cumprido”, disse o líder do PSC.
Desde a eleição de Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos, no início de março, organizações em defesa dos direitos das mulheres, dos homossexuais e dos negros protestam contra o parlamentar, acusando-o de manifestações homofóbicas e racistas.

