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TJ-AL concede liminar a delegado preso por sumiço de cheques  

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O desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Orlando Manso, concedeu habeas-corpus favorável ao delegado da Polícia Civil, Haroldo de Lucca. Ele estava preso desde 24 de abril pelo sumiço de R$ 900 mil, em cheques, da Operação Espectro.

A Operação estourou em março. Dois coronéis foram presos pelo desvio de R$ 300 milhões em alimentos para o sistema prisional de Alagoas. De Lucca coordenou a ação, sendo responsável pela Delegacia Crimes Contra Ordem Tributária, onde foram guardados os cheques desviados.

As investigações do delegado-geral da Polícia Civil, José Edson, apontaram que o corretor de imóveis Marcos Gomes Pontes, o comerciante Márcio de Magalhães e o autônomo Cássio Felipe Moura descontaram R$ 121 mil em cheques para a compra de um imóvel ao delegado. Segundo José Edson, o trio tentou fazer o mesmo com mais cheques, mas as folhas não tinham fundos.

As câmeras de segurança do elevador do prédio onde mora o delegado mostram que o local foi o ponto de destino do dinheiro. O delegado foi indiciado pelo crime. A Associação dos Delegados de Alagoas (Adepol) nega o crime.