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MP-GO investigará manutenção de helicópteros da Polícia Civil

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O Ministério Público de Goiás abriu nesta terça-feira um inquérito para investigar o processo de manutenção dos helicópteros da Polícia Civil do Estado. De acordo com a promotora de Justiça Marlene Nunes Freitas Bueno, o objetivo é apurar se houve ação ou omissão passível de responsabilidade. A medida acontece depois da queda de um helicóptero pertencente à Polícia Civil, no dia 8 de maio em Piranhas, matando oito pessoas.

O inquérito investigará desde o recebimento das aeronaves pelo Estado até a realização das revisões dos helicópteros. A promotora explica que é preciso investigar se o governo promoveu, de forma legal e suficiente, a comprovação das qualificações técnica e jurídica para executar os serviços. "Também é preciso certificar se a empresa revendedora das aeronaves cumpriu todas as obrigações na entrega delas ao Estado", explica.

O MP quer saber se os serviços de manutenção da aeronave que sofreu o acidente em Piranhas foram realizados nos dias que antecederam o acidente. Para isso, solicitou documentos à Secretaria de Segurança Pública de Goiás, à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ao Tribunal de Contas do Estado, bem como ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). São documentos como as cópias do edital de licitação de compra de helicópteros junto à empresa Oceanair Táxi Aéreo e o relatório de fiscalizações da empresa de manutenção Fênix.

A queda do helicóptero

A aeronave que caiu no dia 8 de maio levava sete policiais e o suspeito de cometer uma chacina no município de Doverlândia, Aparecido de Souza Alves. O helicóptero era utilizado na reconstituição do crime, no qual sete pessoas foram mortas em uma fazenda, e fazia o trajeto de volta para a capital, Goiânia.