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Funcionário de creche é preso em SP suspeito de abusar de criança 

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A Polícia Civil de Coroados, no interior de São Paulo, prendeu um funcionário de uma escola municipal de educação infantil acusado de violentar uma criança de 2 anos dentro da instituição de ensino. A prisão temporária ocorreu na sexta-feira, mas só foi divulgada nesta segunda-feira, depois que laudos do Instituto de Criminalística comprovaram o abuso.

O caso foi o segundo denunciado por mães da Escola de Educação Infantil Thereza Tressoldi Pugina, em que o servidor de 28 anos é apontado como autor. 

No primeiro caso, a criança também tinha pouco mais de 2 anos, mas a polícia não conseguiu comprovar a autoria da agressão. No segundo caso, entretanto, exames confirmaram que o estupro de vulnerável ocorreu.

Embora funcionários da creche não acreditem nas suspeitas da polícia, o delegado de Coroados, Heweraldo Weber Gonçalves, disse que tudo leva a crer que o funcionário seja mesmo autor das agressões. "Os indícios levam a ele e, por isso, ele teve a prisão decretada pela Justiça", disse o delegado. Gonçalves também pediu a apreensão de um computador pessoal do suspeito para checar se ele visitava sites de pornografia infantil ou armazenava fotos pornográficas de crianças. O laudo da perícia sai em 30 dias.

A principal acusação contra o funcionário público parte de uma das vítimas. A mãe de uma criança de 2 anos e 9 meses, vítima de abuso, disse que o filho apontou o funcionário como sendo o agressor. "Desconfiei quando meu filho começou a apresentar mudança de comportamento e vi uma lesão nele. Quando perguntei, meu filho disse que tinha sido este funcionário que tinha causado a lesão", contou a mãe. Segundo ela, o filho também passou a fazer as necessidades nas roupas e a se recusar a ir para a escola. "A gente acha que essas coisas nunca vão acontecer com a gente", disse.

O funcionário da escola negou as acusações em depoimento à polícia logo após ser preso. Ele disse que não poderia molestar as crianças porque a escola é monitorada por câmeras. "Ele negou as acusações de uma maneira muito segura. Ele estava muito firme no seu depoimento, mas neste tipo de investigação não podemos descartar nada", disse o delegado, para quem as chances de culpabilidade do suspeito são parciais. "Podemos dizer que, até agora, temos 50% de segurança de que ele é culpado e 50% de que não seja o culpado", disse.

O delegado também apreendeu filmagens feitas na escola nas últimas semanas para averiguar se há algum indício de um possível assédio das crianças pelo funcionário. O suspeito, que está preso na Cadeia Pública de Penápolis, ficará detido por 30 dias, possivelmente até o fim das investigações.

Na escola onde o suspeito trabalhava, funcionárias que pediram para não serem identificadas disseram acreditar na inocência do rapaz e que estão preparando para esta semana uma manifestação de protesto contra a prisão do colega. "Ele é de boa família e tem excelente reputação, mas isso, neste caso, não é suficiente para dizer que ele é inocente", disse Gonçalves.