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Associações do MP repudiam atentado contra promotor em Goiás  

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A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) divulgaram nota de repúdio ao atentado contra o promotor de Justiça em Goiás Douglas Roberto Ribeiro de Magalhães Chegury, ocorrido na quinta-feira. Na nota, as entidades ressaltam que o ataque a Douglas atinge não só o promotor, mas todo o Ministério Público brasileiro.

O integrante do MP-GO, que atua na comarca de São Domingos, teve o carro atingido por vários tiros quando dirigia na rodovia entre Campos Belos e São Domingos, próximo à divisa de Goiás com Tocantins. Ele conseguiu fugir do veículo e ficou escondido na mata até encontrar apoio, mais de sete horas depois da emboscada. O promotor teve ferimentos leves e passa bem.

Como foi

Douglas viajava para uma reunião na Regional de Saúde de Campos Belos, por volta das 12h, quando foi surpreendido pelos disparos. Policiais encontraram o carro e informaram dois promotores que o aguardavam para o encontro. O grupo deu início às buscas na região. No final da tarde, ele foi encontrado com ferimentos leves, quilômetros depois do local da emboscada. O promotor de 39 anos integra o MP de Goiás há um ano.

Na comarca onde atua, ele desenvolve um trabalho de combate aos crimes ambientais na região, com diversas medidas relacionadas a desmatamento ilegal e carvoarias. O promotor também integra a articulação para criar um projeto especial do Ministério Público para o nordeste goiano.

O procurador-geral da Justiça de Goiás Benedito Torres, o chefe de gabinete da Procuradoria-Geral, Lauro Machado Nogueira, e dois promotores de Goiânia viajaram para Campos Belos, onde visitaram Douglas e participaram de uma reunião com representantes do MP e policiais militares. No encontro, foi discutido o trabalho de busca dos suspeitos do atentado.

Policiais militares de Goiânia também foram até a cidade para reforçar o trabalho na região. Sete delegados da Polícia Civil se reuniram com o comando da Polícia Militar e o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás. O carro em que o promotor estava quando sofreu o atentado foi levado para o município de Formosa, onde será periciado.