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"Nada vai suprir a minha dor, mas foi feita a justiça", diz mãe de Eloá

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Depois do resultado do julgamento que condenou Lindemberg Alves Fernandes, 25 anos, a 98 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, fez pronunciamento na saída do Fórum de Santo André.

"Em primeiro lugar eu quero agradecer a Deus por tudo oque aconteceu porque sem ele não sei o que seria de mim. Em segundo lugar, eu queria agradecer a toda a população que me ajudou, muitos que até dormiram aqui".

"Eu quero agradecer a todos, advogados, a promotora, aos oficiais de justiça que ficaram comigo, eu quero agradecer também a juíza porque ela teve uma educação e paciência que eu nunca vi"

"Eu quero agradecer a todos de coração. Ao advogado Ademar Gomes, aos advogados da Mayara, e a Deus principalmente".

"Nada vai suprir a minha dor, mas foi feita a justiça porque ele vai ficar preso para refletir o que ele fez e não fazer com outras. A condenação foi justa".

>> Lindemberg é condenado por homicídio qualificado de Eloá

O advogado da família de Nayara também deu a sua declaração.

"A família da Nayara tem o sentimento nobre de não guardar mágoas, mas foi feita a justiça. Foi dada a resposta para todas as mulheres que são vítimas de violência. A família da Nayara sai contente, a família do Iago e a família do Vitor, junto com toda a população de Santo Andre", disse.

Advogada da família de Nayara acredita que jovem poderá voltar à vida normal.

"Graças a Deus a justiça foi feita. Não sou eu que tenho que perdoá-lo é Deus. Creio que a condenação foi justa. Agradeço ao carinho de todos, à população que acompanhou tudo". Sobre a vida de Nayara daqui para frente, ela disse: "Eu espero que ela consiga ter a vida dela de volta porque antes ela não conseguia". 

O mais longo cárcere de SP

A estudante Eloá Pimentel, 15 anos, morreu em 18 de outubro de 2008, um dia após ser baleada na cabeça e na virilha dentro de seu apartamento, em Santo André, na Grande São Paulo. Os tiros foram disparados quando policiais invadiam o imóvel para tentar libertar a jovem, que passou 101 horas refém do ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes. Foi o mais longo caso de cárcere privado no Estado de São Paulo.

Armado e inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg invadiu o local no dia 13 de outubro, rendendo Eloá e três colegas - Nayara Rodrigues da Silva, Victor Lopes de Campos e Iago Vieira de Oliveira. Os dois adolescentes logo foram libertados pelo acusado. Nayara, por sua vez, chegou a deixar o cativeiro no dia 14, mas retornou ao imóvel dois dias depois para tentar negociar com Lindemberg. Entretanto, ao se aproximar do ex-namorado de sua amiga, Nayara foi rendida e voltou a ser feita refém.

Mesmo com o aparente cansaço de Lindemberg, indicando uma possível rendição, no final da tarde no dia 17 a polícia invadiu o apartamento, supostamente após ouvir um disparo no interior do imóvel. Antes de ser dominado, segundo a polícia, Lindemberg teve tempo de atirar contra as reféns, matando Eloá e ferindo Nayara no rosto.

Com Portal Terra