Continua a chover forte em Belo Horizonte (MG) e a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil já admite que a situação é preocupante em toda a região metropolitana da capital mineira. Somente entre zero hora e as 13 horas de hoje (19), já foram registrados 81 pedidos de atendimento a moradores de áreas afetadas pelas chuvas. A maior parte das ocorrências está relacionada a deslizamentos de encostas e a moradias em risco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Alexandre Lucas, o solo está saturado em função do volume de água que caiu nos últimos dias e em várias regiões há sinais de muros de arrimo prestes a ceder. Somente nos primeiros 18 dias do mês já choveu 516 milímetros, ou 61% acima da média esperada para todo o mês de dezembro. No último sábado (17), a prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência.
“A situação é muito preocupante. Apesar de não termos tido nenhuma vítima até o momento, estamos preocupados com que os muros de arrimo comecem a ceder e nossos pessoal está removendo famílias de áreas de risco”, disse o coronel à Agência Brasil, explicando que em função da topografia acidentada da capital mineira e região, toda a cidade é alvo de preocupação. “Mas principalmente as áreas ocupadas por famílias de baixa renda, cujas construções são mais vulneráveis”.
O coronel destacou a necessidade de que todas as pessoas estejam atentas a qualquer sinal de perigo, como deslizamento de terra, mesmo que em pequena quantidade; queda de árvores; trincas ou rachaduras em paredes; rebaixamento de pisos; volume excessivo de água em terrenos sem cobertura vegetal. A atenção precisa ser redobrada a noite.
“É preciso que todos entendam que, em situações assim, a responsabilidade é de todos. Todos devem adotar medidas preventivas. E quem mora próximo à encostas ou em locais onde os muros de arrimo apresentam alguma anormalidade devem deixas suas casas e procurar abrigo”, comentou Lucas. De acordo com o coronel, a capacidade dos abrigos municipais está longe de ser atingida. Principalmente porque a maior parte das pessoas removidas de suas casas por precaução foi para a casa de parentes ou amigos.