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Marcos Valério passa o fim de semana preso em cela especial

Publicitário ficou conhecido por participar do esquema de corrupção no governo Lula, o 'Mensalão'

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Preso na última sexta-feira sob acusação de que criava empresas fictícias para lavagem de dinheiro e fraudes em registros públicos de imóveis, o empresário Marcos Valério vai passar o fim de semana preso em cela especial na sede do Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), no Complexo dos Barris, na Bahia, para onde foi transferido na noite de sexta-feira. 

Valério foi detido durante a Operação Terra do Nunca. Seu advogado, Marcelo Leonardo disse que vai entrar com o pedido de habeas-corpus em seu favor na próxima segunda-feira. 

O empresário e outros três presos da operação - os publicitários Ramon Hollerbacher e Francisco Marcos Castilho Santos, e a empresária Margaretti Maria de Queiroz Freitas - mantiveram-se calados durante o voo fretado pela polícia para levar ps capturados de Belo Horizonte para a Bahia. Marcos Valério desembarcou sem algemas nos braços ou nas pernas em Salvador por volta das 16h num avião fretado. 

Ironia

Calado durante toda a viagem, o publicitário Marcos Valério teria quebrado o silêncio apenas para  ironizar um agente que o filmava durante o voo. "Quer um autógrafo meu também?", teria dito ele, segundo um policial.

Os quatro detidos prestaram depoimentos na sede da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia (COE). Os acusados, no entanto, se reservaram ao direito de ficar calados e só dar explicações em juízo. 

No início da noite, foram conduzidos no fundo de um camburão do COE para o Departamento de Polícia Técnica para exames de corpo de delito. Em seguida, Valério, Ramon e Marcos Castilho foram conduzidos à Polinter, e Margaretti ficará custodiada na Delegacia Especial de repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes (Derca), onde há local reservado para presas do sexo feminino.

"Eles estão presos de forma preventiva por tempo indeterminado", informou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Edinei Macedo. O promotor do Ministério Público Carlo André Pereira, da promotoria de São Desidério, disse que vai oferecer denúncia contras os acusados dentro de um prazo de 15 dias. Eles devem responder por falsidade ideológica e de documentos, e formação de quadrilha.

Com informações da Agência A Tarde