A segunda edição da marcha contra a corrupção, prevista para ocorrer em todo o país no feriado de 12 de outubro, foi elogiada pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) em Plenário nesta segunda-feira (10). Para o senador, a iniciativa é louvável principalmente por estar "brotando das instituições sociais", sem ser partidária ou relacionada a alguma "sigla".
Mozarildo conclamou todos a participarem da campanha contra a corrupção, alegando que a prática não pode ser aceita ou considerada normal pela população.
"A corrupção alimenta a miséria de muitos e a riqueza de poucos. É a grande responsável por termos uma péssima saúde, uma educação sofrível e termos uma segurança muito ruim, de norte a sul, leste a oeste deste país. É fundamental que nós todos a combatamos. E digo todos mesmo, desde o mais simples cidadão até aqueles que têm mandato eletivo, seja de vereador, deputado ou senador. Todos deveriam se envolver para, de fato, passar a limpo esse país", afirmou.
O senador também prestou homenagem à presidente Dilma Rousseff que, segundo ele, tem adotado uma postura de não tolerar corrupção em seu governo. A presidente, observou, age corretamente ao afastar dos cargos suspeitos de irregularidades na administração pública. O senador por Roraima defendeu ainda que os envolvidos em atos de corrupção sejam punidos de acordo com as leis.
Mozarildo Cavalcanti lamentou, no entanto, a posição de eleitores que, em pesquisas realizadas no país, admitem que votariam em um político que lhes prestasse um favor. Segundo ele, essa prática ajudaria maus políticos a se elegerem, contribuindo para aumentar a corrupção. O senador alertou ainda que a cidadania é ensinada desde a infância, por exemplo, quandoo pai não admite, por exemplo, que um filho chegue em casa com objetos de outra pessoa ou que fure a fila para comprar lanche na escola.
- Não podemos aceitar que é assim mesmo e que todo mundo faz. Corrupção não é comum, nem todo mundo faz. É uma minoria que faz, mas uma minoria ativa e organizada, que manipula para que as coisas feitas desta forma sejam aceitas como normais - alertou.