A Polícia Civil de São Paulo encontrou "apenas a ponta da linha" no roubo a cofres particulares do banco Itaú da avenida Paulista. Esta é a avaliação feita na tarde desta quinta-feira pelo diretor do Departamento de Investigação sobre Crime Organizado (Deic), Nelson Silveira Guimarães, após a prisão de um pedreiro suspeito de receptação. Ele é irmão de um dos envolvidos no roubo. "Ele deixou isso para o irmão ficar quieto e foi embora, foi só uma mostra do que foi roubado", disse Guimarães.
Marco Antônio Rodrigues dos Santos, 29 anos, foi abordado na noite de quinta-feira, detido, e em uma casa em Embu das Artes, na região metropolitana, foram encontradas jóias, pedras preciosas, e cerca de R$ 30 mil em libras esterlinas. Os policiais chegaram até o pedreiro após identificarem o seu irmão, Francisco Rodrigues dos Santos, o Chico, como um dos autores do roubo. Chico continua foragido, mas o irmão foi autuado por receptação e formação de quadrilha.
Além do preso, houve a identificação de mais outros dois suspeitos de uma quadrilha que teria 12 integrantes. Não há informação sobre o paradeiro do grupo. A polícia espera identificar mais cinco integrantes até o fim de semana.
Guimarães afirma que o material apreendido está à disposição da Justiça e os donos devem apresentar algum comprovante de que os objetos encontrados pertencem a eles. Caso contrário, terão de ingressar com um processo. "Tem que chegar com o comprovante de que aquilo é da vítima. Se possível descrição, se possível uma foto", disse.
O assalto ocorreu entre a noite de 27 de agosto e a madrugada do dia seguinte, mas só cinco dias depois a delegacia de roubo a bancos do Deic foi acionada. Como os cofres eram particulares, não foi realizado um levantamento completo sobre os bens levados, mas a polícia acredita em um prejuízo de milhões de reais em joias. O alarme estava desligado e o botão de pânico foi desativado pelos criminosos, que foram até o subsolo do prédio e chegaram a pedir lanches durante a ação.