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Vigias dizem ter visto homem onde universitária foi morta, no Piauí

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Os dois vigias da obra onde o corpo da estudante Fernanda Lages Veras, 19 anos, foi encontrado, confirmaram à polícia nesta sexta-feira que viram um homem entrar no canteiro de trabalho onde teria acontecido o crime. O vigia de plantão Domingo Pereira da Silva, 55 anos, chegou a dizer que não abordou o suspeito com medo de reação.

A jovem foi encontrada num canteiro de obras da nova sede da Procuradoria Regional da República, avenida João XXIII, zona leste da capital piauiense. A Polícia Civil pediu exames de DNA nos vestígios de pele encontrados debaixo das unhas da estudante de Direito. O delegado Mamede Rodrigues, titular do 5ª Distrito Policial, acredita que a universitária lutou com o criminoso e chegou a arranhar seu rosto.

A mulher morreu com golpes na cabeça, teve o braço direito fraturado e unhas quebradas. A perícia faz exames para saber se o suspeito usou barra de ferro, cano ou madeira. Foram encontrados objetos da vítima no local, como aparelho celular, uma sandália e seu veículo, um Fiat Uno. O material está com a perícia e o resultado sairá em menos de 10 dias.

Rodrigues disse que a polícia trabalha com as hipóteses de crime passional, por vingança e motivação eventual. "Nada foi descartado nesse caso, mas também não temos nenhum suspeito em potencial", afirmou o delegado. A polícia já ouviu cinco pessoas, entre elas o ex-namorado da estudante Pablo Vital, 23 anos, que negou participação no episódio.