SÃO PAULO - Pelo menos 30 shopping centers brasileiros iniciaram negociações com empresas de tecnologia israelenses para adquirir e adaptar equipamentos de reconhecimento facial, usados no país no combate ao terrorismo. A iniciativa é uma tentativa de conter a onda de assaltos aos centros comerciais. Os valores dos projetos e os nomes dos clientes são mantidos em sigilo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, pelo menos dois shoppings localizados em regiões nobres da capital paulista já negociam o equipamento.
O dispositivo é usado em Israel em suas fronteiras para identificar possíveis homens-bomba e foi alterado para que shoppings montem bancos de dados de possíveis suspeitos. Um dos programas à venda usa câmeras de alta resolução para fazer reconhecimento biométrico dos frequentadores dos shoppings. O software capta a imagem da pessoa e cria um número, baseado na massa craniana dela. Se a mesma pessoa entrar no shopping, algum tempo depois, disfarçada, com barba ou cabelo pintado de outra cor, por exemplo, o sistema o reconhecerá imediatamente, identificando com maior facilidade atitudes suspeitas.