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Assaltantes da casa de Silvio Santos levaram até cachorro

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Jornal do Brasil

SÃO PAULO - A quadrilha que invadiu a casa do empresário e apresentador Silvio Santos, no fim de semana, levou, além de um veículo utilitário esportivo, dólares, joias e o cachorro de estimação da filha do dono do SBT. A informação foi confirmada quarta-feira por policiais civis do 89º Distrito Policial, no Morumbi, onde o caso foi registrado, e pelo delegado Paul Henry Bozon Verduraz, do Setor de Investigações Gerais da 3ª Delegacia Secciona, que irá investigar o crime.

O veículo já havia sido achado no domingo em ruas próximas ao local do assalto. Já o cão, de cor branca, foi devolvido à dona do animal na segunda-feira. Os criminosos chegaram a ligar para a filha de Silvio Santos na tentativa de exigir o pagamento de um resgate por ela, mas desistiram, segundo a polícia, por receio da repercussão do caso e acabaram informando o local onde deixaram o bicho.

O fato de os bandidos terem levado o cachorro demonstra um ato de total crueldade com o animal e com a dona dele disse o delegado Verduraz. Esse tipo de quadrilha está atuando faz tempo na região do Morumbi. Agora vamos tentar identificá-los e prendê-los.

Ninjas

A polícia ainda se esforça para identificar os criminosos. Câmeras de segurança da casa gravaram a ação dos bandidos, mas eles usavam máscaras tipo ninja que impossibilitaram, até o momento, o reconhecimento. Por causa do disfarce dos criminosos, os policiais que investigam o caso desistiram de pedir ao copeiro da Casa, um dos que foram feitos reféns pelos bandidos durante o assalto, juntamente com a filha do apresentador, para ajudar a fazer o retrato falado dos suspeitos.

A residência, na Rua Antônio de Andrade Rebelo, é a mesma em que outra filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel, foi sequestrada em agosto de 2001. Segundo o registro do caso na polícia, o copeiro contou que chegava ao imóvel quando duas pessoas, pelo menos uma delas armada, renderam-no e exigiram que ele ficasse na guarita. Um dos assaltantes ficou com o funcionário, enquanto o outro foi para dentro da residência, onde estavam outros dois comparsas. O copeiro disse ainda que os criminosos queriam informações sobre um cofre, que ele informou não ter conhecimento. O funcionário declarou que, para ter acesso à residência, os bandidos renderam seguranças de um imóvel vizinho.