Jornal do Brasil

País - Eleições 2018

Grupos de mulheres contra Bolsonaro no Facebook somam 1 milhão de integrantes

Atos estão marcados no próximo dia 29, no Rio e em São Paulo

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Conhecido por declarações e atos polêmicos, muitos apontados como machistas, Jair Bolsonaro (PSL), o novo líder das pesquisas para presidente - agora sem o ex-presidente Lula - uniu mulheres de diversos estados que dizem temer pela sua vitória no pleito de outubro.

Apesar de ser o líder na corrida eleitoral (26%), Bolsonaro tem a rejeição de quase metade (44%) do eleitorado feminino, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (11). As mulheres representam a maioria do quantitativo de eleitores, com 52% do total.

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Mulheres contra Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook)

A comunidade "Mulheres contra Bolsonaro" foi criada no dia 30 de julho e, nas últimas semanas, virou um fenômeno nas redes sociais: até a publicação desta reportagem, já reunia um milhão de integrantes. Cerca de 10 mil novas solicitações chegam por minuto.

“Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força!”, diz a descrição no Facebook.

No Rio de Janeiro, um evento criado na mesma rede social já conta com mais de 30 mil confirmações de presença em ato na Cinelândia, centro da cidade, no dia 29 de setembro. No mesmo dia, no Largo da Batata, em São Paulo, 140 mil mulheres demonstraram interesse em somar à manifestação.



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