Jornal do Brasil

Sábado, 19 de Agosto de 2017

País - Opinião

E contra os delinquentes que acabaram com o país, ninguém vai fazer nada?

Jornal do Brasil

Quando uma autoridade diz que um decreto em vigor pode ser revogado, ou ele não deveria ter sido anunciado, ou já deveria ter sido revogado.

Se a autoridade diz que pode revogar, e ainda não revogou, isso é uma tentativa de iludir ou de imaginar que o povo continua podendo ser iludido.

Já não bastam as delações dos delinquentes, que deixam o país ameaçado de rebaixamento de nota, como dizem as autoridades? Já não basta o iminente retorno da recessão, a iminente convulsão, como já existe, o iminente aumento de desemprego - já são 23 milhões sem trabalho? 

Nas delações, esses delinquentes são premiados com tornozeleiras importadas que o povo ainda paga, ao invés de terem bolas de ferro amarradas aos pés, que o povo não pagaria. Eles deveriam, quem sabe, ter determinado o sumário cumprimento da lei da manutenção de sua existência.

Ou vejamos: as mortes ou os confrontos que estão acontecendo em defesa da ordem pública, as depredações que estão sendo feitas, a dificuldade do ir e vir, professores sem receber, médicos sem condições de clinicar em hospitais públicos, energia cortada em importantes centros universitários do Brasil por falta de pagamento... e esses delinquentes ainda se vangloriam hipocritamente, debochando de um povo sofrido?

O que querem as autoridades quando premiam esses senhores?  Uma revolta ainda maior contra o que já se existe? Não são essas autoridades que estão mostrando ao povo essa barbaridade que está acontecendo com o nosso país, proporcionada por esses delinquentes? E eles ainda são premiados, uns fumando charuto Cohiba, cuja unidade custa R$ 200? E como esses delinquentes podem continuar comprando? Ainda gastam com dinheiro roubado? E ninguém diz nada? Ora, se seus carros são abastecidos com combustível, se seus condomínios são pagos e se seus empregados recebem seus salários em dia para prestar obediência a eles, de onde vem o dinheiro deles, se não estão trabalhando e não têm nada em seu nome?

Esses delinquentes deveriam estar na cadeia, mas por delatar seus crimes são premiados e não têm bens sequestrados. O povo que perdeu emprego, perdeu seu patrimônio e está pagando juros das TVs que compraram, não podem dar carne para seus filhos, nem a podre, que os frigoríficos da JBS vendia, e ainda fazia o preço mais caro. 

O medo que todos nós sentimos nesse momento é que o povo, diante disso tudo, comece a ter certeza que só ele pode julgar.

Ninguém pode admitir o quebra-quebra do patrimônio público, que também é nosso. Mas os que julgam e os que protegem a sociedade devem afastar definitivamente do convívio aqueles que roubaram, tanto os corruptos quanto os corruptores.

Não podemos assistir a empresas que roubaram corrompendo e ainda mantendo os mesmos acionistas, que possam fazer "gentilezas" com o dinheiro que foi roubado, patrocinando eventos do governo que se encontra em grave crise.

As autoridades não deveriam revogar o decreto que coloca as Forças Armadas nas ruas. Só deveriam dizer aos comandados que a direção é outra. Os comandados devem ir para as empresas desses delinquentes com a força, para tirar deles o direito até de mandar, pois não adiantaria só sequestrar os bens, deixando esses delinquentes comandando as empresas. 

E quando seus bens são sequestrados, na verdade está sendo tomada a propriedade que era do povo, porque o que eles têm é do povo. O sequestro na verdade é uma devolução do patrimônio aos seus verdadeiros donos. Não é um ato arbitrário nem de força ideológica. É um ato correto. O mesmo que se faz quando os ladrões invadem e roubam joalherias e a policia consegue apreender o que foi roubado e o devolve aos proprietários.

Esses delinquentes são muito mais perigoso do que os pivetes que roubaram o Banco Central no Ceará, ou os que explodem caixas eletrônicos. Eles, sim, merecem viver menos numa sociedade que eles saquearam.

Tags: . crise, ROUBO, Tropa, crise, decreto, delação, exército, jato, lava

Compartilhe: