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Sábado, 21 de Julho de 2018 Fundado em 1891
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A voz das juventudes nas eleições – Parte III

Jornal do Brasil Walmyr Junior 

Sabemos que cidade do Rio de Janeiro ainda precisa avançar muito na garantia de direitos fundamentais. Vemos nesse período eleitoral que as candidaturas jovens para a disputa da Câmara dos Vereadores nos permitirem a ter um pouco de esperança sobre o futuro da nossa cidade. Por isso convidamos a jovem Viviane Salles, do Partido Comunista do Brasil (PC do B), para falar para nós um pouco das suas experiências e propostas para mudar a cara do Rio de Janeiro.

Viviane é poeta e criadora do ‘Poesia de Esquina na Cidade de Deus’, um dos principais saraus da cena cultural contemporânea do Rio. Socióloga formada na PUC, Vivi também já fez parte da AMES (Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas) e liderou o movimento Bota Cara CDD contra a violência. 

Viviane Salles

Segurança Pública

As crianças da nossa cidade precisam ter garantias do direito à vida, assim como a nossa juventude. O Rio é cheio de beleza, é verdade, mas também permeado por violências que precisam ser sanadas para que tenhamos uma cidade mais democrática. Exigirei políticas de segurança que não tenham o dedo seletivo do gatilho da arma de fogo, geralmente apontada para um segmento específico da população carioca, que é a juventude negra e moradora de favelas. A juventude precisa de oportunidades. Exigirei também da câmara um debate responsável sobre a desmilitarização da Polícia Militar.

Cultura 

É preciso que o poder público valorize a potente cena cultural dos saraus e rodas culturais que explodem hoje no Rio de Janeiro. Há uma ocupação pulsante dos espaços públicos que é protagonizada pela juventude carioca de várias regiões. O fomento precisa ser direto e de acesso facilitado. Não é fácil se inscrever nos editais que existem atualmente. Precisamos lutar no sentido de fortalecer a Lei do Artista de Rua e de avançar na territorialização do orçamento da cultura. 

Educação

A educação promovida por nossas escolas terá uma grande parceira. Quero ouvir os diferentes atores da escola, como professores e alunos, na ambição de ajudar a criar canais que orientem, por exemplo, a eleição direta para a direção das escolas. Essa é uma agenda democrática que vou perseguir com todas as forças, assim como a valorização dos professores que me parece ser o caminho para alcançar uma escola cheia de sentidos. Os sentidos para os estudantes estão relacionados a uma aprendizagem capaz de promover melhores condições vida, isso significa que a escola é um lugar para desenvolver diferentes habilidades e acesso para uma profissão. Sou totalmente contra a PL da Mordaça, a escola é um espaço de ideias.

Mulheres

As mulheres precisam de uma cidade menos opressora, menos violenta com elas. Isso exige um sério compromisso de transformação no âmbito da saúde, do trabalho e nas oportunidades de realização de sonhos. A mulher da favela é mãe, trabalhadora e, especialmente a mais jovem, sofre diariamente com assédios. A Câmara do jeito que se encontra não tem a mínima condição de pensar essas questões. Estarei na Câmara para exigir uma cidade menos machista e mais realizadora de sonhos das mulheres.

* Walmyr Júnior é morador de Marcílio Dias, no conjunto de favelas da Maré, é professor, membro do MNU e do Coletivo Enegrecer. Atua como Conselheiro Nacional de Juventude (Conjuve). Integra a Pastoral Universitária da PUC-Rio. Representou a sociedade civil no encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ.



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