EUA: Senador Kerry afirma que crise síria é muito diferente do caso líbio
WASHINGTON - O legislador democrata John Kerry, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado, considerou nesta terça-feira que a crise síria é muito diferente do caso líbio e pediu que a Rússia e a China apoiem as iniciativas da ONU contra o regime de Bashar al-Assad.
A situação na "Síria é muito diferente" dos acontecimentos registrados na Líbia no ano passado que levaram as forças da Otan a atacar o regime de Muamar Kadhafi, constatou John Kerry, em ocasião da visita ao Congresso do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman.
"É um cenário muito diferente, com atores muito diferentes e perspectivas muito diferentes", acrescentou o senador por Massachusetts (nordeste) e ex-candidato à Presidência, em 2004.
Kerry recomendou "um enfoque diferente" (com a Síria): "temos que condenar o que está acontecendo e trabalhar estreitamente com a China e a Rússia para vermos se podemos levá-los a mudar de posição".
Moscou e Pequim impuseram seus vetos no sábado a uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenava a repressão na Síria, onde nos últimos dias o número de mortos aumentou consideravelmente. Só na segunda-feira, os ativistas opositores indicaram 69 mortes, a maioria durante os bombardeios na cidade rebelde de Homs.

