A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou que a agência não deve registrar nenhuma mudança em seu quadro de línguas oficiais num futuro próximo. A agência tem seis línguas oficiais que são as mesmas do Secretariado das Nações Unidas.
Em uma entrevista à Rádio ONU, o novo chefe da FAO, José Graziano da Silva,
disse que a decisão sobre o número de línguas oficiais cabe aos Estados-membros
da organização.
Ao ser perguntado sobre o papel de outros idiomas na agência, como ocorreu com a Organização Mundial de Meteorologia, que inseriu o português como língua de trabalho, em 2011, Graziano respondeu:
“Hoje, as línguas prioritárias da FAO, oficiais, são o inglês, francês, espanhol, chinês, árabe e russo. Eu acredito que dadas as restrições financeiras, que nós temos enfrentado, e o custo altíssimo que é promover mais uma língua, nós ainda continuaremos por algum tempo com essas seis línguas oficiais”, afirmou.
Recursos
A questão do orçamento da FAO também foi discutida na mesma entrevista à Rádio ONU, concedida, por José Graziano da Silva, logo após tomar posse no cargo de novo diretor-geral da FAO. Ele afirmou que pretende descentralizar a organização.
Segundo ele, três quartos dos recursos da agência são empregados na sede em Roma, o que para ele deve ser mudado, para que a FAO possa ser mais forte especialmente nos países mais pobres.