Uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a violência na Síria foi vetada, no fim da tarde desta terça-feira. O texto recebeu nove votos a favor, o necessário para aprovação no órgão de 15 países-membros, mas não pode ser adotado por causa dos vetos da Rússia e da China. Pelas regras do Conselho, um veto é suficiente para derrotar uma proposta.
Apenas cinco países têm direito a esse recurso, os chamados membros permanentes: China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.
O Brasil ao lado da Índia, da África do Sul, e do Líbano, se absteve da votação.
Segundo relatos recebidos pelas Nações Unidas, a violência política na Síria
já matou cerca de 2,7 mil pessoas desde meados de março, quando manifestantes
saíram às ruas contra o presidente Bashar al-Assad.
O texto da resolução expressava “preocupação profunda” com atos recentes de violência e condenava “as sistemáticas e graves violações dos direitos humanos” no país.
A proposta ainda pedia a “todos os lados que rejeitassem a violência e o
extremismo adotando um processo inclusivo para acabar com o medo, a intimidação
e para responder às aspirações do povo sírio.”
Os representantes da Rússia e da China disseram a jornalistas na saída da sessão que o veto foi dado para evitar “um aumento da tensão na região.”
Já o embaixador da França, Gérard Araud, afirmou que estava “profundamente decepcionado”, e disse que seu país e os outros que estavam patrocinando a resolução fizeram mudanças no texto para acomodar as opiniões de todos.
O representante da Síria, Bashar Ja’afari, afirmou que o texto reflete a “atitude tendenciosa” de países do Ocidente para minar as autoridades sírias.