Dezessete pessoas morreram e 37 ficaram feridas nos atentados suicidas desta quinta-feira na província de Uruzgan (sul do Afeganistão), um reduto dos rebeldes talibãs, informou à AFP o secretário da Saúde local.
Entre os mortos há crianças, acrescentou Jan Aga Miajail, assim como um jornalista afegão que trabalha para a BBC e a agência de notícias afegã Pajhwok.
Sete homens armados atacaram o escritório do vice-governador Uruzgan.
Hekmatulá Kuchi, porta-voz do grupo do exército afegão 404, disse que o ataque prosseguia que eram ouvidas novas explosões.
"Sabemos que dois ataques continuam contra o escritório do vice-governador e o chefe da polícia", afirmou Kuchi.
Um policial, um menino e um civil morreram, afirmou Kargar Noorughli, da secretaria da Saúde, acrescentando que o número de vítimas pode aumentar.
Os talibãs reivindicaram o ataque. "Seis de nossos fedayin (combatentes preparados para atentados suicidas) atacaram o escritório do vice-governador e do chefe da polícia de Uruzgan. O ataque continua", disse à AFP Qari Yosuf Ahmadi, porta-voz do grupo.
Os dois escritórios estão separados por uma distância de um quilômetro, informou Kuchi.
A província de Uruzgan faz fronteira com a de Kandahar. Os dois locais são considerados redutos dos insurgentes afegãos.
Em abril, um comunicado do Pentágono considerou uma melhora "evidente" na segurança no sul do Afeganistão, em particular em Uruzgan.
Os talibãs intensificaram recentemente os ataques contra locais estratégicos e contra autoridades do país. Enquanto isso, a Otan iniciou uma retirada gradual das suas forças e a transferência da responsabilidade pela segurança às forças afegãs, cuja capacidade para assumir o controle da situação é posta em dúvida por vários especialistas.