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Sérvia prende último foragido acusado de crimes de guerra

Goran Hadzic era procurado há 7 anos. Ele é acusado de crimes na década de 90.

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A Sérvia prendeu, nesta quarta-feira, Goran Hadzic, ex-líder dos sérvios na Croácia e último fugitivo procurado pelo Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia. A informação foi divulgada por uma fonte do Governo. "Ele foi preso, mas não tenho maiores detalhes", afirmou à AFP a fonte, pedindo anonimato.

A prisão de Hadzic, de 52 anos, ocorre dois meses após a de Ratko Mladic, ex-chefe militar dos sérvios na Bósnia.

Para esta manhã está prevista uma coletiva de imprensa do presidente Boris Tadic.

O Tribunal Internacional acusa Goran Hadzic, que era procurado desde 2004, por 14 crimes, alguns contra a humanidade.

A Justiça internacional o reprova por seu suposto envolvimento nos assassinatos de centenas de civis croatas e deportação de dezenas de milhares de croatas e de outros sérvios durante a Guerra da Croácia (1991-1995).

Goran Hadzic foi, durante a guerra, o efêmero "presidente" da República Sérvia da Krajina, que representava aproximadamente um terço do território da Croácia.

O nome de Goran Hadzic também está ligado ao massacre do Hospital de Vulkovar, em novembro de 1991, crime com grande repercussão na época. Na ocasião, as forças sérvias executaram, após submeterem à tortura, cerca de 250 croatas e outros cidadãos não sérvios que haviam se refugiado no local.