A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovotou, na noite desta terça-feira (19/07), o plano que permite elevar o teto da dívida do país para evitar um calote. Criado pelo partido republicano, que faz oposição ao presidente Barack Obama, o plano permite a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos em US$ 2,4 trilhões. Segundo a CNN, o plano deve ser barrado pelo Senado ou vetado pelo próprio Obama.
O projeto republicano depende da aprovação de um corte de gastos de US$ 111 bilhões no Congresso, além de limitar os gastos do país a uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar dos cortes, o plano não faz qualquer alteração ao Medicare (programa de assistência de saúde para idosos) ou a Previdência Social norte-americana, que deve alcançar déficits significativos nos próximos anos.
Contrário ao projeto republicano, Barack Obama defende outra proposta na qual a Medicare e a Previdência Social passariam por reformas que não têm apoio popular. Este segundo plano foi criado por um grupo de congressistas republicanos e democratas. Segundo estimativas, a medida reduziria os gastos do país em US$ 3,7 trilhões em dez anos.
Líderes democratas e republicanos vão se reunir com o presidente Barack Obama para discutir o rumo da situação econômica dos Estados Unidos e vivem uma verdadeira corrida contra o tempo. Os americanos têm até o dia 2 de agosto para ampliar o limite da dúvida pública. Enquanto isso, persiste o risco real dos Estados Unidos darem calote na dívida, que é de US$ 14,3 bilhões.