WASHINGTON - Os eleitores da Califórnia (EUA) rejeitaram a proposta que previa a legalização da maconha no estado. Em um referendo popular, realizado de forma conjunta com as eleições legislativas de meio mandato, a chamada Proposta 19 teve 57% votos contrários e 43% favoráveis, segundo as projeções divulgadas pela imprensa.
A campanha a favor da legalização da droga arrecadou mais de US$ 4,2 milhões. Entre os doadores, estavam o investidor George Soros e os cofundadores da rede social Facebook, Dustin Moskovitz e Sean Parker.
O cultivo e a venda da maconha com fins medicinais são legais na Califórnia desde 1996. Pela proposta que foi votada no referendo de terça-feira, os maiores de 21 anos poderiam possuir até 28,35 gramas da droga e cultivar uma superfície máxima de 2,34 metros quadrados da planta.
O cultivo em grande escala e a comercialização da maconha - e a carga tributária - também seriam aprovadas, mas a aplicação ficaria a cargo das cidades e condados. Este último dispositivo transformaria a Califórnia na "jurisdição política de vanguarda em termos de legislação da maconha", à frente da Holanda, afirmou à AFP Ethan Nadelmann, diretor da Drug Policy Alliance, uma associação que milita pela descriminalização das drogas
A "Prop 19", como é conhecida, teve o apoio de políticos, sindicatos e associações de defesa dos direitos civis, além de empresários.
Os opositores ao projeto de lei eram numerosos, tanto a nível local como internacional. Na Califórnia, os principais candidatos aos cargos de governador, senador ou secretário de Justiça foram contrários à legalização do consumo e cultivo de maconha.